Um dos problemas no Prédio do Aço é a insuficiência de elevadores; outro é a falta de espaço adequado para o trabalho dos funcionários do segmento Personnalité
O Prédio do Aço, onde funciona vários departamentos do Itaú, tem problemas de infraestrutura que prejudicam os bancários. Um deles é a insuficiência de elevadores e o outro é a falta de espaço adequado para o trabalho dos funcionários do segmento Personnalité.
Elevadores insuficientes
Os trabalhadores do Itaú que atuam no Prédio do Aço vêm enfrentando diariamente uma situação crítica em relação ao funcionamento dos elevadores. Atualmente, apenas dois elevadores por bloco estão operando — e, em alguns momentos, apenas um — o que tem provocado longas filas e dificuldades no acesso aos andares.
“O problema não é recente, já tem mais de dois meses. O Sindicato já cobrou a área de Relações Sindicais do banco, mas até o momento não houve solução efetiva para a questão. A resposta é que prédio não pertence ao Itaú e que, segundo eles, a responsabilidade é de quem administra o condomínio. Acontece que o Itaú Unibanco detém 90% de ocupação do prédio, portanto, tem direito e poder para resolver o problema”, defende a diretora do Sindicato Fernanda Leme, bancária do Itaú.
Fernanda destaca que a precariedade no serviço tem impactado diretamente a rotina dos trabalhadores. Com o tempo de espera elevado, muitos funcionários acabam chegando atrasados aos seus postos de trabalho e, como consequência, são penalizados e obrigados a compensar o tempo posteriormente. “É uma medida totalmente injusta, uma vez que o atraso decorre de um problema estrutural que foge ao controle dos empregados”, argumenta.
O que agrava ainda mais a situação é o fato de que os demais elevadores permanecem fora de funcionamento há meses, sem qualquer previsão clara de manutenção ou retorno às operações.
“Diante desse cenário, os trabalhadores cobram um posicionamento urgente da administração responsável, além da adoção imediata de medidas que garantam o pleno funcionamento dos elevadores. A normalização do serviço é essencial para assegurar condições dignas de acesso e trabalho a todos que utilizam o prédio diariamente”, reforça a dirigente.
Condições inadequadas de trabalho
Outra denúncia grave é a falta de condições adequadas de trabalho para os funcionários do segmento Personnalité, que ocupam o 3º andar do bloco B do Prédio do Aço. Não há baias suficientes e os bancários têm de se acomodar como podem, o que acende um alerta sobre a precarização do ambiente laboral.
“Nós do Sindicato fomos presencialmente ao local e constatamos que a denúncia dos trabalhadores procede. Há pelo menos dois meses os trabalhadores estão sendo obrigados a dividir a mesma baia, chegando a até três pessoas no mesmo espaço, em razão da falta de estrutura física adequada. A situação compromete diretamente o desempenho das atividades e o bem-estar dos colaboradores, uma vez que a falta de espaço suficiente prejudica a concentração, a privacidade e até mesmo a saúde dos funcionários, que enfrentam diariamente condições inadequadas para exercer suas funções. A organização atual do ambiente não atende aos padrões mínimos esperados para um local de trabalho digno”, denuncia Fernanda.
A dirigente ressalta que é responsabilidade da instituição empregadora garantir as ferramentas necessárias para o pleno desempenho das atividades profissionais. Isso inclui não apenas equipamentos, mas também um ambiente físico apropriado, seguro e confortável.
“Diante do cenário, cobramos o banco para que providências urgentes sejam adotadas, assegurando condições de trabalho dignas e respeitosas. Esperamos que medidas efetivas sejam implementadas para corrigir a situação e evitar prejuízos ainda maiores aos trabalhadores”, diz a dirigente.