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Em reunião, Sindicato cobra da Caixa soluções para Super Caixa e violência contra a mulher

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Imagem composta do "X" do logo da Caixa ao lado de um notebook em cuja tela estão projetadas os rostos de mulheres

O Sindicato dos Bancários de São Paulo se reuniu nesta segunda-feira 31 com a direção do banco, por videoconferência, para discutir problemas no Super Caixa. Muitos empregados relataram não ter recebido o benefício.

A Caixa informou que ainda existe um comitê analisando os casos enviados pelas entidades e pelos próprios trabalhadores, e que as situações seguem em avaliação.

O Sindicato afirmou que está disposta a discutir soluções para o Super Caixa 2025 e regras para o Super Caixa 2026, propondo a realização de uma mesa específica sobre o tema até o dia 8 de abril.

No entanto, em relação às pendências referentes ao Super Caixa 2025, a representação dos trabalhadores afirmou que irá mobilizar a categoria e adotar as medidas sindicais e outras ações cabíveis.

“Desde o início, procuramos a Caixa para negociar o regulamento. Como o banco se manteve intransigente, tentamos que as distorções fossem corrigidas, o que a Caixa sinalizou que poderia fazer. Mas este ponto acabou não avançando também. Por isso, nesta reunião deixamos claro para o banco que vamos mobilizar as empregadas e empregados”, disse a representante da Federação dos Bancários da CUT do Estado de São Paulo (Fetec-CUT/SP), Luiza Hansen.

Violência contra as mulheres

Outros temas debatidos foram políticas de combate à violência contra mulheres, casos de assédio no ambiente de trabalho. A Caixa havia sido cobrada a apresentar dados sobre o canal de atendimento às empregadas vítimas de violência doméstica, conforme previsto na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários.

Na Caixa, o canal de apoio recebe o nome de Acolhe, voltado ao atendimento de empregadas em situação de violência doméstica e familiar. Durante a reunião, o banco apresentou dados sobre o funcionamento da ferramenta. Segundo as informações apresentadas, o canal registrou 102 acionamentos em 2025, dos quais 25 resultaram na adesão à jornada de acolhimento e 12 levaram à aplicação de medidas protetivas.

O Sindicato também cobrou informações sobre o Diálogo Seguro, canal destinado ao acolhimento e orientação de trabalhadores em casos de assédio moral, assédio sexual ou discriminação no ambiente de trabalho.

Ampliação da divulgação dos canais

Os representantes dos empregados reconheceram a importância dos canais apresentados, mas reforçaram a necessidade de ampliar a divulgação entre os trabalhadores.

Luiza Hansen destacou que muitas trabalhadoras ainda desconhecem os mecanismos de apoio existentes. “É fundamental ampliar a divulgação desses canais. Muitas colegas não sabem que têm esse suporte e acabam enfrentando essas situações sozinhas. Quanto mais informação chegar à base, maior será a possibilidade de acolhimento e proteção”, ressaltou.

O Sindicato reconheceu o trabalho que vem sendo realizado pela Caixa, mas avalia que é preciso realizar algumas melhorias nas ferramentas utilizadas e nas normas estabelecidas.

Durante a reunião, o Sindicato também reforçou a importância do canal “Basta! Não Irão nos Calar”, mantido pela entidade. O canal oferece acolhimento às mulheres vítimas de violência e pode ser utilizado também por quem prefere não recorrer aos canais institucionais do banco.

A ferramenta sindical oferece apoio psicológico e também assessoria jurídica, algo que não é disponibilizado nos canais internos da Caixa.

Veja como acessar os canais

Acolhe
Telefone (61) 3545-1500 (de segunda a sexta, em dias úteis, das 9h às 18h)
Canal de atendimento de Pessoas (canal interno, onde o(a) empregado(a) pode registrar solicitações ou dúvidas).
Sou Caixa – Web (não tem característica de urgência/emergência – para estes casos, o banco recomenda ligar para 190 – Polícia Militar, ou para 180).

Diálogo Seguro
Acolhimento interno: Atendimento de Pessoas
Acolhimento externo: 0800 591 2563
Canal Mulher Caixa: Acolhimento da Mulher

Basta! Não irão nos calar! (canal do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, em parceria com a Contraf-CUT), que atende via WhatsApp (11) 97325-7975.

Vacinação e erro no Informe de Rendimentos

Os representantes dos empregados também cobraram informações sobre o calendário de vacinação contra a gripe (Influenza) para os trabalhadores da Caixa. Segundo o banco, o processo de contratação das empresas responsáveis pela campanha está em fase final, com previsão de início até a última semana de abril, podendo haver antecipação.

Outro tema tratado foi o erro no Informe de Rendimentos utilizado na declaração do Imposto de Renda. A Caixa reconheceu que houve inconsistências nos dados e informou que já comunicou os empregados sobre o problema. No entanto, o banco afirmou que ainda não tem previsão de quando os informes corrigidos serão disponibilizados e que avisará a Contraf-CUT sobre a solução do problema.

CEE cobra mais mesas de negociação

Durante a reunião, os representantes dos trabalhadores também cobraram maior frequência nas mesas de negociação, para tratar de diversos temas que seguem pendentes.

Entre os assuntos apontados estão:

  • Situação pendente referente a função de caixa;
  • Premiação do Super Caixa;
  • Condições de trabalho das pessoas com deficiência (PCDs);
  • Saúde Caixa;
  • Campanha de vacinação contra a gripe;
  • Reposicionamento e fechamento de unidades;
  • Projeto Genesis (contact center);
  • Implantação das plataformas PJ e impactos na rede e infraestrutura;
  • Entrada em vigor da nova NR-1, com mudanças nas normas de saúde e segurança no trabalho;
  • Debate sobre um novo plano de cargos e salários.

O Sindicato reforçou que esses temas impactam diretamente o cotidiano dos trabalhadores e precisam avançar nas mesas de negociação com a empresa.

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