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Sindicato cobra respostas do Itaú sobre práticas que afetam bancários afastados

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Reunião do GT de Saúde dos bancários do Itaú foi realizada na quarta, 8 de abril (Foto: Contraf-CUT)

Reunião do GT de Saúde dos bancários do Itaú foi realizada na quarta, 8 de abril (Foto: Contraf-CUT)

Em reunião do Grupo de Trabalho (GT) de Saúde dos bancários do Itaú, realizada na última quarta 8, o Sindicato cobrou respostas do banco, por meio da COE Itaú (Comissão de Organização dos Empregados do Itaú), sobre diversos problemas que vêm sendo denunciado pelos trabalhadores. A reunião foi precedida por um encontro preparatório do GT, realizado na terça 7.

A pauta da reunião manteve os principais tópicos já cobrados pelo Sindicato de forma recorrente, especialmente as convocações para exames médicos (Atestado de Saúde Ocupacional – ASO; e Avaliação de Capacidade Laboral – ACL); funcionamento do canal de denúncias, incluindo o balanço do canal voltado à violência contra a mulher; e questões relacionadas aos descontos em contracheques.

Convocações indevidas para exames médicos

Um dos principais pontos da reunião foi a continuidade das convocações para exames médicos, consideradas indevidas pelo Sindicato, especialmente de trabalhadores afastados pelo INSS ou que aguardam perícia para prorrogação do benefício. O Itaú já havia se comprometido a não realizar estas convocações.

Segundo relatos de bancários apresentados ao banco, mesmo quando os trabalhadores informam sua condição de saúde através dos canais oficiais, como o IU Conecta, as convocações não são canceladas. Em alguns casos, há ameaça ou aplicação de advertências automáticas pelo não comparecimento.

O Sindicato voltou a denunciar ainda situações em que bancários são convocados para novos exames mesmo após avaliação recente ou quando ainda não tiveram retorno da perícia, o que evidencia falhas no processo e desrespeito com a condição de saúde dos trabalhadores.

“Não podemos aceitar que o Itaú não honre com compromissos assumidos, pressionando os bancários adoecidos em momentos de vulnerabilidade. É inadmissível que o Itaú, ao invés de respeitar e acolher seus empregados em tratamento de saúde, submeta-os a práticas automatizadas e ameaças que agravam ainda mais a sua condição”, destaca a diretora executiva do Sindicato e coordenadora da COE Itaú, Valeska Pincovai.

Canal de denúncias

Outro ponto abordado foi o funcionamento do canal de denúncias do banco (Ombudsman).

O Sindicato cobrou, mais uma vez, a garantia de sigilo; proteção ao denunciante; melhorias no fluxo de apuração; e agilidade nas respostas, sobretudo em casos que envolvam assédio moral e sexual.

O responsável pelo canal do banco não pode estar presente na reunião. Os representantes do Itaú apresentaram o funcionamento do Ombudsman e também o canal de atendimento às mulheres vítimas de violência, que é feito através do “Programa Fique OK”. De acordo com o banco, houve 724 atendimentos em 2025. No primeiro trimestre de 2026 foram 166 atendimentos.

A representação dos trabalhadores reforçou a importância do canal “Basta! Não Irão nos Calar”, mantido pelo Sindicatos, na sua base de atuação, e pela Contraf-CUT e outros sindicatos no restante do país. O canal oferece acolhimento às mulheres vítimas de violência e pode ser utilizado também por quem prefere não recorrer aos canais institucionais do banco.

O Sindicato também reforçou a necessidade de transparência no funcionamento do Ombudsman e cobrou a apresentação de dados sobre o canal específico para denúncias de violência contra a mulher. O banco se comprometeu a trazer na próxima reunião a quantidade de atendimentos.

“Sem garantia de sigilo, proteção e um fluxo adequado, o canal de denúncias não cumpre seu papel. O trabalhador precisa se sentir seguro para denunciar, e hoje essa segurança não está garantida no canal do banco, que precisa assumir sua responsabilidade e promover mudanças estruturais nesse processo”, destaca Valeska Pincovai.

A dirigente orienta os bancários a procurarem o Sindicato para registrar a denúncia, uma vez que a entidade consegue proteger os trabalhadores e encaminhar os relatos ao banco preservando o sigilo da identidade do denunciante.

Descontos e inconsistências nos contracheques

Outro problema que foi pauta da reunião do GT foram os descontos em contracheques nos períodos de afastamento, especialmente nos casos de antecipações salariais debitadas antes mesmo do recebimento do benefício do INSS, o que pode acarretar no endividamento do trabalhador.

Também foram relatadas dificuldades no tratamento de documentos enviados pelos empregados e inconsistências na comunicação com o banco, o que têm contribuído para a insegurança e prejuízos financeiros aos bancários.

Sindicato cobra soluções efetivas

O Sindicato, por meio do GT de Saúde e da COE Itaú, reforçou que os problemas apresentados na reunião não são pontuais. São recorrentes e o Itaú precisa apresentar soluções efetivas, além de honrar com os compromissos assumidos anteriormente.

A representação dos empregados do Itaú cobrou um prazo para que o banco retorne sobre a possibilidade de data intermediária para o ASO, sem que seja no dia seguinte. Os representantes do Itaú afirmaram que levarão a questão para a direção do banco e darão um retorno o mais breve possível.

Além disso, os representantes dos bancários enfatizaram que não concordam com a convocação para avaliação médica de bancários que estejam com o benefício ativo, uma vez que entendem que nesta situação o contrato de trabalho está suspenso.

Para o Sindicato, é fundamental que o Itaú adote uma postura mais responsável e humanizada em relação a saúde dos trabalhadores, garantindo respeito aos afastamentos médicos, transparência nos processos e proteção contra práticas abusivas.

As negociações, no âmbito do GT de Saúde, vão continuar até que avanços efetivos nas demandas dos bancários sejam apresentados pelo banco.

Vacinação H1N1

Por fim, o Itaú informou que a campanha de vacinação contra a gripe H1N1 está prevista para começar no dia 27 de abril. O banco enviará em breve o calendário com as datas de vacinação para cada localidade.

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