Protesto também cobrou solução para problemas de infraestrutura e condições de trabalho
Após protesto do Sindicato dos Bancários de São Paulo no Prédio do Aço, o Itaú se comprometeu a verificar os casos de assédio moral praticados na área de crédito consignado.
Humilhações, exposições e perseguições
Os abusos na área envolvem perseguição contra um cipeiro, que precisou de ambulância depois de passar mal por causa do assédio; planilhas por meio das quais os funcionários devem justificar a produção e saídas para consultas, exames e até uso do banheiro; e perseguição a pessoas com mais de 40 anos (etarismo).
Os funcionários relatam ainda que são humilhados e expostos em frente aos colegas.
A situação é tão extrema que uma bancária foi obrigada a cancelar sessão de quimioterapia para terminar o trabalho.
“Estamos aqui para trabalhar e não para sermos assediados. Gestão baseada no assédio é ineficaz, já que trabalhadores respeitados produzem mais e adoecem menos”, afirma Fernanda Leme, diretora do Sindicato e bancária do Itaú.
O Sindicato possui Canal de Denúncias que garante total anonimato, sigilo absoluto da identidade e segurança aos bancários que denunciam assédio moral, sexual, metas abusivas e práticas ilegais.
Infraestrutura precária
O protesto realizado na quinta-feira 23 em frente ao Prédio do Aço também foi motivado por problemas de infraestrutura, como número insuficiente de elevadores e superlotação na área do digital Personnalité, onde os trabalhadores chegam a dividir baias.
“O banco fala tanto em ergonomia, mas no Prédio do Aço, além de faltar espaço para cada um ter sua mesa, também falta material para trabalhar, como monitor e teclado”, relata Fernanda.
A área tem de trabalhar em esquema de rodízio, com metade da equipe sendo transferida a cada semana para o prédio Eudoro Villela, no Ceic.
“Só que avisam em cima da hora para onde o bancário tem de ir. E mesmo assim falta lugar para trabalhar no Prédio do Aço, enquanto no Eudoro Villela os banheiros, baias e chão são sujos do décimo primeiro andar para cima”, pontua Fernanda.
Sobre os elevadores, o banco alega que cada bloco possui seis ascensores, mas apenas dois funcionam. E os funcionários do primeiro e do segundo andar são obrigados a descer de escada, pois não há botão de descida nestes pavimentos.
Ação sindical contra abusos
“O Sindicato está aqui por você, e seguiremos protestando e cobrando do banco até que todos estes problemas sejam solucionados”, afirma Fernanda Leme.
Sem o Sindicato, bancários perdem a defesa coletiva contra abusos e problemas nas condições de trabalho. “Por isto, sindicalize-se e fortaleça a luta pelos nossos direitos”, afirma Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato.