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Chapéu
Cultura e mobilização

CUT encerra Mês do Trabalhador com festa e chamado para luta pela aprovação da 6x1 no Senado

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Foto do palco e parte da plateia no evento de encerramento de Mês do Trabalhador da CUT-SP

Ato reafirmou bandeiras de luta da CUT, como o fim da escala 6x1; combate à pejotização; combate ao feminicídio; e igualdade salarial entre homens e mulheres (foto: CUT-SP)

Com muita festa e boa música, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) de São Paulo encerrou a programação do Mês do Trabalhador, iniciado no 1º de Maio. O evento começou às 13h e vai até às 20h, na Praça da República, com muito samba, pagode, rap e MPB, com atrações como Afro-X, Almirzinho Serra, Cassiana, Canto de Rei, DJ Fábio Rogério, Fabiano Sorriso, Grupo SP5, Pagode da Danda, Rappin’ Hood, Ricardinho, Taty Dantas e Vou Pro Sereno.

O ato reafirmou as bandeiras de luta da CUT no 1º de Maio deste ano: a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1; o combate à pejotização; combate ao feminicídio; igualdade salarial entre homens e mulheres; fortalecimento das negociações coletivas; regulamentação do trabalho por aplicativos; e a luta contra a reforma administrativa e as privatizações.

Fim da escala 6x1

Reivindicação histórica do movimento sindical e apoiada pelo Governo Lula, a aprovação da escala 6x1 pela Câmara dos Deputados, no último dia 27, foi comemorada pelas lideranças presentes.

Mas os dirigentes lembraram que a medida agora segue para votação no Senado, e que o PL – partido de extrema direita ao qual é filiada toda a família Bolsonaro – já anunciou uma estratégia para impedir a aprovação da medida na Casa. Assim, o ato foi também um chamado para a mobilização dos trabalhadores pelo fim da 6x1 também no Senado, ainda este ano.

“Tivemos uma vitória muito importante na Câmara, que marca a importância dos trabalhadores e trabalhadoras terem mais tempo livre pro lazer, pra família, pro bem-viver, pra saúde... Mas agora ainda passa pelo Senado e a gente tem que continuar mobilizando porque não está ganha essa luta ainda”, destacou a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro.

Eleições são momento decisivo

Neiva lembrou também de outros desafios para os trabalhadores. “Precisamos fortalecer a negociação coletiva, defender a democracia e a soberania nacional e precisamos, principalmente, olhar muito bem para as eleições deste ano.”

“Lá em Brasília, teve muitos parlamentares defendendo que a gente não podia ter dois dias livres na semana porque isso ia quebrar o Brasil. Essas pessoas são contra a classe trabalhadora, não votam a favor das pautas que a gente defende e a gente não deve reelegê-las. É ano de eleição, a gente tem que mudar esse Congresso Nacional e eleger deputados e senadores que vão ajudar o Brasil a ser democrático e soberano”, acrescentou.

O presidente da CUT-SP, Raimundo Suzart, também ressaltou a necessidade de mobilização: “Estamos aqui fazendo o encerramento do Mês do Trabalhador com muita música e muita cultura. Até porque nós temos muito o que comemorar neste mês de maio: nós tivemos na Câmara a aprovação do fim da 6x1, com redução da jornada sem redução do salário. E agora estamos aqui comemorando, mas organizando os trabalhadores e as trabalhadoras para pressionar o Congresso, especificamente o Senado, para que a gente garanta a escala 5x2”, reforçou.

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