Dirigentes do Sindicato reunidos durante atividade da UNI Mulheres, em Praia Grande
O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região participou da 14ª Oficina de Formação da Rede de Mulheres UNI Global Union Brasil, realizada nos dias 5 e 6 de maio de 2026, na cidade de Praia Grande. Com o tema “Rompendo o silêncio: informação que protege”, a atividade reuniu dirigentes sindicais, ativistas e representantes de entidades filiadas à federação internacional, que representa trabalhadores do setor de serviços em cerca de 150 países. O encontro ocorreu na sequência da oficina de juventude, realizada no dia 4.
Ao longo da programação, os debates destacaram a importância da formação sindical articulada às pautas de gênero, trabalho e direitos. No primeiro dia, foram abordados temas como priorização e saúde da mulher, com participação de técnicos do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Também esteve em pauta o impacto da pejotização e da flexibilização das relações de trabalho na vida das mulheres, com ênfase no agravamento da dupla jornada, na redução da proteção social e nas dificuldades de acesso a direitos como licenças e estabilidade.
No período da tarde, a palestrante Anália Silva conduziu a discussão “Mulheres na Política”, ressaltando a ocupação de espaços de decisão como estratégia fundamental no enfrentamento à violência estrutural. A programação incluiu ainda atividades práticas. O Grupo Empodere-se conduziu uma oficina de autodefesa feminina voltada ao fortalecimento da autoconfiança e da consciência corporal.

Já no segundo dia, a economista Marilane Teixeira abordou as diferentes formas de violência contra a mulher. Em seguida, foi promovido um júri simulado que evidenciou desafios enfrentados por vítimas no sistema de justiça, como a revitimização e a complexidade da prova testemunhal.
O encerramento contou com aula de defesa pessoal ministrada pelo professor Luciano Pereira Leite, com participação de homens e mulheres, reforçando a ideia de que a proteção é uma construção coletiva. Para Karen Souza, diretora executiva do Sindicato e membro da UNI Mulheres, a atividade reforça a importância da articulação sindical em diferentes níveis.
“Oficinas como essa mostram a importância da articulação nacional e internacional. Quando sindicatos de diferentes categorias se conectam a partir de demandas locais, como a pejotização no setor bancário ou o assédio moral nas agências, é possível romper o silêncio com informação que, de fato, protege. A expectativa agora é levar os aprendizados para a luta diária nos locais de trabalho, nas assembleias e nas trocas entre bancárias e bancários de nossa base”, afirmou Karen.







