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Ranking da OCDE

Brasil ocupa segunda pior posição em mobilidade social

Mais de um terço dos que nascem entre os 20% mais pobres permanece na base da pirâmide; diretor do Dieese aponta, entre os fatores, a má qualidade da educação e a estrutura tributária que, proporcionalmente, recai mais sobre os mais pobres

  • Rede Brasil Atual. com edição da Redação Spbancarios
  • Publicado em 19/06/2018 12:00 / Atualizado em 19/06/2018 15:14

Estruturas econômica, educacional e tributária dificultam a ascensão social das classes mais baixas do país

Foto: CC 2.0 Vilar Rodrigo

Estudo sobre Mobilidade Social recém-divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revelou que as famílias pobres brasileiras levariam nove gerações para alcançar a renda média do país, posicionando o Brasil na segunda pior posição em comparação a outras 29 nações analisadas. A reportagem é da RBA.

De acordo com o levantamento, mais de um terço daqueles que nascem entre os 20% mais pobres permanece na base da pirâmide, somente 7% chega ao segmento dos 20% mais ricos.

O diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, afirmou em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, na Rádio Brasil Atual, que o baixo índice de mobilidade é alimentado, entre outros fatores, pela longa distância entre o segmento mais pobre e o mais rico, pela baixa qualidade da educação brasileira e por conta da estrutura tributária regressiva.

"A mobilidade no Brasil é impedida fundamentalmente por que, de um lado, a gente tem uma estrutura econômica muito desigual, portanto com uma distância muito longa (entre um segmento e outro). E, por outro lado, uma educação que não consegue ofertar uma participação com qualidade para os jovens, e uma estrutura tributária que retira a renda dos pobres e permite que os mais ricos reproduzam sua condição socioeconômica", ponderou Clemente.

Ouça a entrevista na íntegra:

 

 



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