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Chapéu
Campanha dos Bancários 2026

Por direitos, conquistas e valorização, começaram os trabalhos do 41º Conecef

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41º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa reúne mais de 200 delegados em São Paulo (Foto: Seeb-SP)

41º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa reúne mais de 200 delegados em São Paulo (Foto: Seeb-SP)

Na tarde desta quarta-feira, 17 de junho, em São Paulo, antes mesmo da abertura solene conjunta dos congressos dos bancos públicos, tiveram início os trabalhos do 41º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef), principal fórum nacional de debates e deliberações dos empregados do banco.

"Tivemos uma tarde muito produtiva neste primeiro dia de Conecef. É sempre muito bom encontrar colegas de todo o país para debatermos os desafios enfrentados pelos empregados da Caixa. O sentimento de todos neste primeiro dia é de que estamos construindo, junto com os colegas de outros bancos, uma Campanha Nacional Unificada dos Bancários vitoriosa, na qual vamos assegurar nossos direitos, avançar para novas conquistas, melhorar as condições de trabalho e alcançar a justa valorização do nosso trabalho", relatou a dirigente do Sindicato e representante da Fetec-CUT/SP na CEE/Caixa (Comissão Executiva dos Empregados da Caixa), Luiza Hansen.

Manifesto

Na abertura dos trabalhos, foi feita a leitura do manifesto da Contraf-CUT de Tolerância Zero para Casos de Violência e Assédio.

"A Contraf, as federações e os sindicatos presentes afirmam que todas as pessoas têm o direito de ser tratadas de forma digna, respeitosa e justa, e de viver uma vida livre de violência e assédio, sem distinção de idade, gênero, sexo, orientação e identidade sexual, deficiência, religião ou origem étnica", diz trecho do manifesto.

Teses

Na sequência, com o regimento do 41º Conecef já aprovado, foi realizada a apresentação das teses das centrais sindicais e forças políticas.

As teses apresentadas tiveram como foco a defesa da Caixa 100% pública; a melhoria das condições de trabalho; o Saúde Caixa; a Funcef; a valorização dos empregados; o combate às metas abusivas, ao assédio e ao adoecimento; a soberania nacional; o fim da escala 6x1; entre outros temas.

Conjuntura Política e Sistema Financeiro Nacional

Primeira mesa de debates do 41º Conecef (Foto: Seeb-SP)

A primeira mesa de debates do 41º Conecef teve como tema a Conjuntura Política e o Sistema Financeiro Nacional. Foram convidados para palestrar o deputado federal Tadeu Veneri (PT-PR) e Marcelo Rodrigues de Azevedo, professor doutor do Instituto de Economia da Unicamp.

Durante sua intervenção, o deputado federal Tadeu Veneri abordou a crise de representatividade política na sociedade brasileira. "Nosso papel é politizar os trabalhadores. Não é possível que alguém trabalhe vinte horas no Uber e ache que vai ficar rico (…) A necessidade que temos hoje, além de manter os bancos públicos e os nossos direitos, é organizar os trabalhadores para fazer pressão. E os bancários têm essa capacidade, essa capilaridade. Nunca vamos conquistar nada apenas neste Parlamento, que não nos representa, sem pressão da população (…) E não podemos ficar isolados somente na luta dos empregados da Caixa, na luta dos bancários. A luta precisa ser de todos os trabalhadores brasileiros, somando-se a categorias e setores que não são representados", enfatizou o parlamentar.

Por sua vez, o professor doutor Marcelo Rodrigues de Azevedo — autor dos livros Novo Sindicalismo para o Capitalismo do Século XXI, As Finanças do Dragão: o Sistema Financeiro Chinês e Águas da China — abordou o sistema de bancos públicos chinês e sua importância para o salto de desenvolvimento da potência asiática.

"Para os chineses, as finanças são como a água, que precisa chegar a todos os lugares. Então, quem são os agentes que vão levar as finanças para todos os locais, para todas as pessoas, para que a prosperidade aconteça? Os bancos públicos chineses (…) É o sistema público de finanças chinês que sustenta o desenvolvimento da China (…) Existe, portanto, uma relação direta entre bancos públicos fortes e desenvolvimento", destacou o professor.

"Nós temos que ter bancos públicos fortes para pautar, inclusive, os bancos privados. Ser referência em taxas de juros, em tarifas, em atendimento e em desenvolvimento", avaliou o professor doutor Marcelo Rodrigues de Azevedo.

Programação

Após o encerramento da mesa de debates, os mais de 200 delegados do 41º Conecef se deslocaram até a Casa de Portugal, também na capital paulista, para se juntarem aos representantes dos bancários e bancárias do Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia na Abertura Solene dos Congressos dos Bancos Públicos.

A programação do 41º Conecef segue na quinta-feira, dia 18, quando serão realizadas mesas de debate sobre Saúde Caixa e Condições de Trabalho; Carreira e Remuneração Variável; além dos grupos de trabalho sobre Saúde Caixa; Saúde e Condições de Trabalho; Remuneração e Carreira; e Defesa da Caixa e da Funcef.

Já na sexta, dia 19, será realizada a plenária final do 41º Conecef, na qual será debatida e aprovada a pauta específica de reivindicações dos empregados e empregadas da Caixa para a Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026. Na ocasião, bancários e bancárias de todo o país, de bancos públicos e privados, estarão mobilizados para assegurar direitos, avançar em novas conquistas e buscar a valorização do trabalho bancário nas renovações da Convenção Coletiva de Trabalho e dos acordos específicos por banco.

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