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Campanha Nacional 2020

Governo quer retirar mais direitos de trabalhadores do Banco do Brasil  

Na quarta rodada de negociação específica para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho, direção da empresa pública reproduz política da gestão Bolsonaro/Guedes ao voltar a apresentar propostas que acabam com uma série de garantias clausuladas há anos

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 17/08/2020 20:41 / Atualizado em 18/08/2020 11:14

Captura de tela da negociação desta segunda-feira

A direção do Banco do Brasil propôs a retirada de uma série de direitos atualmente clausulados no Acordo Coletivo de Trabalho (acordo específico) dos funcionários da empresa pública, durante a quarta rodada de negociação entre a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e representantes do banco.

A mesa debate a pauta específica de reivindicações para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos funcionários do BB, no âmbito da Campanha Nacional dos Bancários 2020. 

O tema da rodada de negociação, realizada virtualmente nesta segunda-feira 17, foram as cláusulas sociais. 

> Primeira negociação: Home office: comissão dos funcionários apresenta proposta
> Segunda negociação: Bancários cobram mais contratações do Banco do Brasil
> Terceira negociação: Banco do Brasil propõe retirada de direito

Abonos 

O banco sugeriu que os cinco abonos a que os funcionários do BB têm direito há anos não sejam acumuláveis e não sejam transformados em pecúnia. Pela proposta, os abonos teriam de ser utilizados no período de um ano, e os trabalhadores teriam de obrigatoriamente utilizá-los como folga.  Atualmente os cinco abonos a que os funcionários têm direito podem ser acumulados e podem ser vendidos (transformados em pecúnia).  

Intervalo para funcionários do autoatendimento  

Também está propondo retirar do ACT os intervalos de 10 minutos (a cada 50 minutos trabalhados, 10 minutos de descanso) que o pessoal das salas de autoatendimento têm direito.

Intervalo para jornada de seis horas 

Outra proposta apresentada na negociação desta segunda-feira foi o registro no sistema do intervalo de 15 ou 30 minutos para quem cumpre jornada de seis horas.  

A CEBB, que representa os trabalhadores na mesa de negociação, manifestou sua contrariedade e reforçou que os bancários querem o reconhecimento dos 15 minutos ou dos 30 minutos de intervalo dentro da jornada de seis horas, como ocorre atualmente na Caixa. No BB, o bancário cumpre seis horas e 15 minutos, ou seis horas e 30 minutos. 

Outras propostas

A direção do BB sugeriu estender o ponto eletrônico para coligadas do Banco do Brasil: Fundação Banco do Brasil, BB Seguridade, BB Consórcio. 

 

 

O único avanço nos direitos dos bancários do BB proposto pela direção da empresa na negociação desta segunda-feira 17 foi o aumento do prazo para folga da Justiça Eleitoral: ao invés dos atuais dois meses, passaria a ser 6 meses conforme reivindicação dos trabalhadores.  

“Na negociação de hoje, a direção do BB reforçou seu alinhamento com a política de retirada de direitos dos trabalhadores que pauta a gestão Bolsonaro/Paulo Guedes. É um cenário bastante adverso para os trabalhadores, que terão de mostrar mobilização nas redes sociais para manter os direitos conquistados com muita luta durante anos”, afirma Getulio Maciel, dirigente sindical e representante da CEEB pela FETEC-CUT/SP. 

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