Em defesa da Caixa

Mobilização contra ataques de Temer

Foram deflagrados protestos contra o desmonte do Estado em diversos pontos de São Paulo e em Osasco; delegados sindicais apresentaram propostas de ação nacional em defesa do banco

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 29/11/2017 19:09 / Atualizado em 24/07/2019 17:00

O dirigente sindical e bancário da Caixa Dionísio Reis distribui cartilha sobre os prejuízos da reforma trabalhista no centro de São Paulo

Foto: Seeb-SP

São Paulo – A quarta-feira 29 foi marcada por protestos deflagrados pelo movimento sindical em defesa dos bancos públicos e contra o desmonte do Estado. As manifestações foram realizadas em agências da Caixa nos bairros do Tatuapé, Pinheiros, Jardim Peri, e no centro de Osasco. Também foi realizado ato em frente ao prédio novo da diretoria do Banco do Brasil, na Avenida Paulista e em frente a sede do Sindicato.

Dirigentes sindicais denunciaram à população as investidas sobre os direitos sociais e trabalhistas, e os ataques aos bancos públicos promovidos pelo governo Temer. Também foram distribuídas centenas de cartilhas informativas sobre os impactos da nova lei trabalhista e a respeito da importância dos bancos públicos para a sociedade. 

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Na tarde do mesmo dia, delegados sindicais da Caixa reuniram-se para apresentar propostas de ação nacional em defesa do banco. Essas ideias serão discutidas na reunião da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que ocorrerá na quinta-feira 30. 

Durante a reunião dos delegados foram debatidas propostas visando barrar a reforma da Previdência e revogar a nova lei trabalhista; e em defesa dos bancos públicos. Também foram discutidas ideias em defesa da Caixa 100% pública visando a reunião do Conselho de Administração do banco, órgão máximo de administração do banco. 

O governo Temer, através do Ministério da Fazenda e do Planejamento já demonstrou sua intenção de transformar a Caixa em Sociedade Anônima, um primeiro passo para a abertura de capital do banco 100% público com atuação nacional.

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“Caso essa mudança se concretize, as garantias dos empregados do banco estarão ameaçadas. E as políticas públicas e os programas sociais administrados pela Caixa serão afetados juntamente com o bem-estar do povo brasileiro, pois, a empresa será controlada por acionistas que visam apenas a lucratividade, por isso será priorizada a adoção de uma visão de mercado semelhante aos bancos privados”, alerta o diretor executivo do Sindicato e coordenador da CEE/Caixa, Dionísio Reis.



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