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Acordos

Menos da metade das negociações conquistou aumento real em 2019

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Levantamentos da Fipe e do Dieese confirmam acerto do acordo dos bancários
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Foto: Contraf-CUT

Levantamentos sobre as negociações salariais de 2019 mostram que menos da metade das categorias conseguiu obter reajuste com aumento real de salários, segundo reportagem publicada na quinta-feira 23, pelo jornal Valor Econômico.

O jornal diz que, de acordo com levantamento realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), apenas 49,4% das negociações realizadas em 2019 entre patrões e empregados resultou em reajustes de salários com ganho superior à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Em 2018, 75,5% das negociações conquistaram aumento real, segundo levantamento da Fipe.

Para o coordenador do boletim Salariômetro, da Fipe, Hélio Zylberstajn, as perspectivas para as negociações salariais em 2020 são pouco animadoras. “No geral, deve ser tão difícil quanto o ano passado, pelo menos.”

Os dados são semelhantes são do levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que aponta que 49,9% das negociações conquistaram aumento real no ano passado. No boletim “Cadernos de Negociação”, o Dieese ressalta que “mesmo com inflação baixa, apenas metade dos reajustes resultou em ganhos reais.

Para a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, os dados de ambas as entidades confirmam o acerto da estratégia de negociação do Comando Nacional dos Bancários que, ainda em 2018, firmou uma Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que garantiu a manutenção dos direitos da categoria até 31 de agosto de 2020 e o reajuste com aumento real nos  salários e demais cláusulas econômicas da convenção de 1%, bem acima da média dos aumentos reais que, segundo o Dieese, ficou em 0,2%.

“Não fosse a estratégia do Comando Nacional dos Bancários, o aumento real e muitos direitos estariam em risco já em 2019”, disse. “Neste ano teremos que manter a mobilização e a união da categoria para obtermos sucesso em nossas negociações”, completou Juvandia, que, além de presidente da Contraf-CUT, é uma das coordenadoras do Comando Nacional da categoria.

Juvandia disse ainda que a queda dos salários e de direitos tem a ver com a política econômica neoliberal adotada pelo governo, que coloca os interesses do mercado em primeiro lugar. “Mas os bancários vão lutar por aumento real e direitos como sempre fizemos”, concluiu

"Após muita luta e mobilização, a categoria assinou em 2018 a CCT e garantiu ganho real por dois anos, com a manutenção dos direitos e a valorização em itens importantes como vale alimentação, refeição e auxilio creche. Em um ambiente de alta incerteza política e econômica, temos nossos direitos assegurados até 31 de agosto de 2020, resultado de uma categoria unida e um Sindicato forte e combativo. No começo da Campanha Nacional, os bancos queriam incluir até uma proposta de PLR menor para mulheres em licença maternidade e a nossa mobilização fez com que recuassem. Garantimos ainda todos os direitos para os empregados hipersuficiente, criado na nova lei trabalhista, que não estariam resguardados pelo acordo coletivo da categoria”, disse Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.

"Temos de manter nossa luta nos próximos anos e convoco a todos a participarem das reuniões e assembleias para defender nossos direitos e avançarmos nas nossas reivindicações".

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