Pular para o conteúdo principal
Chapéu
Campanha dos Bancários 2026

Bancários da Regional Norte mostram força e ampliam mobilização por aumento real e valorização da categoria

Imagem Destaque
Imagem mostra a dirigente susana malu córdoba falando a bancários durante plenária. Ela está em pé em, um tablado, em frente aos bancários, que estão sentados. Susana é uma mulher negra, de cabelos curtos na faixa dos 35 anos

A dirigente sindical Susana Córdoba fala a bancários sobre a campanha nacional 2026

A mobilização da categoria segue ganhando força. Bancários de bancos públicos e privados que atuam em agências e centros administrativos da região norte da cidade de São Paulo reafirmaram que a Campanha Nacional dos Bancários 2026 será construída com participação, unidade e disposição de luta.

A plenária realizada na noite de quinta-feira 30 reuniu trabalhadores de diferentes instituições financeiras em um debate marcado pelo compromisso de fortalecer a organização nos locais de trabalho e pressionar os bancos a atenderem as reivindicações da categoria.

Aumento real é prioridade

Entre os principais pontos debatidos esteve a necessidade de garantir aumento real dos salários e valorização das remunerações. A reivindicação reflete o sentimento da categoria e está em sintonia com a Consulta Nacional dos Bancários, na qual 93% dos participantes apontaram as cláusulas econômicas como prioridade da campanha.

Os trabalhadores também demonstraram expectativa em relação às mesas de negociação desta semana, que tratam justamente das reivindicações econômicas. A avaliação é de que, diante dos lucros bilionários acumulados pelos bancos, não há justificativa para negar avanços à categoria.

Unidade fortalece as conquistas

A defesa da mesa única de negociação foi outro tema central da plenária. Os participantes destacaram que esse modelo fortalece a unidade da categoria e garantiu importantes avanços para os trabalhadores dos bancos públicos, que passaram a conquistar aumentos reais e direitos por meio de uma negociação unificada.

Também foi reforçada a importância de defender os bancos públicos e combater qualquer iniciativa que enfraqueça seu papel social e o atendimento à população.

Entre 1995 e 2003, antes da implantação da mesa única e durante o governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso, os bancários sofreram perdas salariais expressivas: 8,6% nos bancos privados, 36,3% no Banco do Brasil e 40% na Caixa Econômica Federal.

De 2004 a 2025, a mesa única, aliada à mobilização e a organização dos trabalhadores garantiu aumentos salariais acima da inflação, assegurando, no período, ganho real de 23,44% nos salários.

Menos metas abusivas, mais saúde

Os bancários voltaram a denunciar a pressão por metas cada vez mais abusivas, apontando o modelo de gestão dos bancos como um dos principais responsáveis pelo adoecimento da categoria.

A plenária reafirmou que a luta por melhores salários também passa pela defesa da saúde mental, por condições dignas de trabalho e pelo fim da cobrança excessiva que afeta milhares de trabalhadores diariamente.

Organização para ampliar a pressão

As transformações tecnológicas no sistema financeiro e os desafios para mobilizar a categoria também estiveram na pauta. Os participantes defenderam novas formas de organização capazes de fortalecer a comunicação com os trabalhadores e ampliar a participação na campanha.

Ao final da plenária, o sentimento predominante foi de disposição para intensificar a mobilização.

“Os bancários assumiram o compromisso de levar o debate para seus locais de trabalho, dialogar com os colegas e fortalecer a pressão sobre os bancos durante as negociações. O recado que saiu da plenária da Regional Norte é que, diante dos lucros recordes das instituições financeiras, a categoria está organizada e pronta para lutar por aumento real, valorização, mais saúde e respeito aos seus direitos”, afirma Susana Malu Córdoba, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo e bancária do Santander.

seja socio