O dia 29 de janeiro é um marco na luta da comunidade trans brasileira. Reconhecida como Dia Nacional da Visibilidade Trans, a data foi escolhida em função da campanha "Travesti e Respeito", lançada no ano de 2004 com um grande ato no Congresso Nacional, em Brasília.
Historicamente, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região luta pelos direitos da população trans na categoria. Essa atuação será ainda mais intensa em 2026, ano de Campanha Nacional dos Bancários.
A pauta de reivindicações para as negociações com os bancos será preparada na Conferência Nacional dos Bancários, que reúne delegados de todo o país. Entretanto, sua construção é feita a partir da Consulta Nacional à categoria, na qual os bancários e as bancárias trans poderão enviar suas sugestões. O início da consulta está previsto para abril deste ano.
“A defesa da diversidade e do respeito é um compromisso permanente da nossa entidade. Lutar pelos direitos da população trans é lutar por dignidade, igualdade de oportunidades e por ambientes de trabalho livres de discriminação. Estamos firmes, especialmente em um ano decisivo como o de 2026, para garantir que nossas reivindicações se transformem em direitos concretos na Convenção Coletiva de Trabalho e na sociedade”, afirma Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato.
Histórico de luta
Na última Campanha Nacional, o Sindicato assegurou o uso do nome social nos crachás e nos sistemas dos bancos, mesmo que o direito ainda não tenha sido reconhecido pelo Estado. O respeito ao uso do banheiro adequado foi outro compromisso importante assumido pelos bancos na negociação, bem como a maior presença e a ascensão das pessoas trans no mercado financeiro.
Desde 2019, o Sindicato promove o Projeto Basta, um canal para receber e solucionar denúncias de violência de gênero, racismo e LGBTfobia. Por meio dessa plataforma, pessoas trans vítimas de qualquer forma de agressão contam com suporte jurídico e acolhimento. Acesse a página do projeto para saber mais sobre a iniciativa.