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Chapéu
Mês da Mulher

Sindicato protesta contra a violência de gênero em Dia Nacional de Luta pela Vida das Mulheres

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Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato, em ato do Dia Nacional de Luta pela Vida das Mulheres (Foto: Seeb-SP)

Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato, em ato do Dia Nacional de Luta pela Vida das Mulheres (Foto: Seeb-SP)

Nesta quinta-feira, 12 de março, foi realizado o Dia Nacional de Luta pela Vida das Mulheres, convocado pela Contraf-CUT, com atos de norte a sul do país. Em São Paulo, o Sindicato promoveu uma atividade em frente a sua sede, localizada no centro histórico da capital paulista.

O assassinato de mulheres cresceu 4,7% em 2025, um percentual altíssimo, considerando-se que o crescimento em outros anos recentes foi de 1% a 1,5%. No ano passado, o país registrou o triste recorde de 1.568 casos de feminicídio, o que dá uma média de 4 mulheres assassinadas por dia.

Durante o ato, dirigentes do Sindicato dialogaram com bancários e população em geral sobre a luta contra o feminicídio e todas as formas de violência e discriminação contra as mulheres. Também foi distribuída a edição 6.307 da Folha Bancária, que tem como tema principal o Mês das Mulheres.

“O Sindicato sempre traz para nossas mesas de negociação a pauta das mulheres. Não dá para construir uma sociedade justa e igualitária se as mulheres não ganham um salário igual ao dos homens. Se, em casa, ela é a única responsável pelo cuidado com a família, com a casa, com os filhos. Ela não pode ficar com toda esta carga de trabalho nas costas e ainda viver em um mundo perigoso, violento, no qual ela tem medo de sair na rua”

Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região
Ato do Dia Nacional de Luta pela Vida das Mulheres (Foto: Seeb-SP)

Igualdade de Oportunidades

Desde 2000, as bancárias contam com uma cláusula de igualdade de oportunidades na Convenção Coletiva de Trabalho, que garante mesa de negociação permanente com os bancos, viabilizando avanços como, por exemplo, canais de atendimento nos bancos para vítimas de violência de gênero; e o Programa Nacional de Iniciativas de Prevenção à Violência contra a Mulher, que prevê uma série de ações de prevenção e conscientização.

Algumas das conquistas do Sindicato em favor das mulheres:

• Auxílio crecha/babá;
• Licença-maternidade ampliada de 180 dias;
• Licença-paternidade ampliada de 20 dias, vinculada a realização de curso de Paternidade Responsável e Relações Compartilhadas;
• Canais de atendimento, nos bancos, para vítimas de violência de gênero;
• Possibilidade da bancária vítima de violência de gênero pedir mudança no regime de trabalho e realocação;
• Programa Nacional de Iniciativas de Prevenção à Violência contra a Mulher;
• Cartilhas que abordam, de forma didática, a necessidade de se combater o machismo e a violência contra a mulher;
• Participação do Sindicato no Grupo de Trabalho Interministerial sobre a Lei de Igualdade Salarial;
• Concessão de 3.100 bolsas de estudo, financiadas pelos bancos, para capacitar em programação mulheres, pessoas trans e PCDs.

Projeto Basta!

O Sindicato atua na vanguarda do combate à violência de gênero por meio do Projeto Basta! Não irão nos calar!, iniciativa que oferece assessoria jurídica especializada a mulheres vítimas de violência doméstica, bancárias ou não.

Lançado pelo Sindicato em 2019, o projeto presta apoio em ações como solicitação de medidas protetivas, processos de divórcio e disputas de guarda, reafirmando o compromisso da entidade com a defesa dos direitos das mulheres e com o enfrentamento das violências para além do local de trabalho.

Por meio da Contraf-CUT, hoje o projeto foi ampliado para outros 14 sindicatos da categoria bancária, nas cinco regiões do país, cobrindo um total de 485 cidades.

Desde sua criação, em 2019, o projeto já atendeu 531 pessoas em todo país, sendo 529 mulheres. Os dados revelam a gravidade do problema: em todos os casos, foram relatadas ao menos duas formas de violência (física, psicológica, patrimonial, moral ou sexual).

“É inadmissível que mulheres sigam sendo agredidas e mortas diariamente diante de uma sociedade que falha ao se omitir. Uma sociedade que se cala frente a episódios recorrentes de abuso e violência. É fundamental afirmar com clareza: qualquer indício de maus-tratos nas ruas, gritos ou conflitos na vizinhança, abusos e intolerância no ambiente de trabalho deve ser combatido com seriedade. Não podemos permanecer em silêncio nem continuar nos omitindo, fingindo que isso não nos diz respeito ou repetindo a ideia de que em briga de marido e mulher ninguém deve intervir. Intervir é necessário, e vamos intervir, sim”, conclui a presidenta do Sindicato.

O agendamento para atendimento pelo projeto Basta! Não vão nos calar! É realizado direto via Whatsapp, por meio do número 11 97325-7975, no qual a vítima de violência pode falar em poucos minutos com uma advogada.

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