O presidente Lula anunciou, na noite de sexta-feira (23), a ampliação do programa Terra da Gente durante o encerramento do 14º Encontro Nacional do MST, em Salvador. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região esteve presente, representado pela presidenta Neiva Ribeiro, reafirmando o papel dos bancos públicos no desenvolvimento social do país.
O investimento total para as ações de Reforma Agrária é de R$ 2,7 bilhões. Foram anunciadas a obtenção de terras por meio de compras de diversas fazendas em São Paulo, Pernambuco, Pará, Bahia, Maranhão e Sergipe, em milhares de hectares para o assentamento de famílias. A agenda incluiu a desapropriação de imóveis rurais em Minas, São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Sul, além de um acordo judicial histórico no Paraná, que envolve R$ 584 milhões para regularizar 32.378 hectares e beneficiar 1.900 famílias. Também foi anunciada a criação de dez novos assentamentos, com destaque para áreas no Pará, Paraíba, Goiás e Sergipe.
Papel do BB e da Caixa
O presidente destacou e elogiou o papel dos bancos públicos nesse processo. “Temos que aplaudir o trabalho do Banco do Brasil e da Caixa porque no nosso governo eles funcionam a serviço do país”, disse.
“Vocês viram os anúncios das casas hoje”, prosseguiu Lula, referindo-se a outra entrega do governo no mesmo dia, quando formalizou contrato com a Caixa para crédito habitacional que soma R$ 1,015 bilhão, atendendo cerca de 10 mil famílias. E anunciou ainda o projeto de melhoria da qualidade da produção leiteira de pequenos pecuaristas. “A gente tem interesse de ainda este ano distribuir 300 mil embriões para melhorar a qualidade do rebanho leiteiro dos pequenos produtores brasileiros que vivem da produção do leite. Vamos tentar financiar uma fabrica de leite em pó para os pequenos produtores.”
Enquanto a Caixa é responsável por programas sociais como o Minha Casa, Minha Vida e o Bolsa Família, o Banco do Brasil atua como principal agente financeiro da agricultura familiar no país, sendo responsável pela maior parte do crédito agrícola, especialmente via Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar).
Agricultura famílias e combate à fome
O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região foi representado no evento por sua presidenta, Neiva Ribeiro.
Integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, instituído pelo governo Lula em 2023, Neiva destacou a importância da produção agrícola familiar para o combate à fome, para o aumento da produção de alimentos através da agroecologia, que significa alimentos sem venenos e com respeito ao meio ambiente.
“A agricultura familiar ocupa um papel estratégico para o Brasil. Ela é responsável pela maior parte dos alimentos que chegam diariamente à mesa do povo brasileiro. Garante segurança alimentar, fortalece as economias locais e promove o desenvolvimento sustentável. E é fundamental destacar que o Banco do Brasil responde por cerca de 70% do crédito destinado à agricultura familiar, o que demonstra sua enorme responsabilidade social e seu papel decisivo no fortalecimento do campo, no apoio aos pequenos produtores”, ressaltou a presidenta do Sindicato.
“Por isso que nós, do Sindicato, lutamos pelo fortalecimento dos bancos públicos. O trabalho que desenvolvem os empregados da Caixa e os funcionários do BB é motivo de orgulho para nossa categoria e é fundamental para a população brasileira e para o desenvolvimento do país”, acrescentou.
Mulheres no protagonismo
Neiva também lembrou que a reforma agrária, com maior distribuição de terras, e o desenvolvimento da agricultura familiar têm papel fundamental no empoderamento feminino.
“As mulheres são protagonistas nesse processo. Elas estão na linha de frente da produção de alimentos, da gestão das propriedades, da preservação ambiental e da construção da economia solidária. Garantir políticas públicas que promovam a autonomia econômica das mulheres do campo é fundamental para combater desigualdades históricas e construir um modelo de desenvolvimento mais justo e inclusivo”, concluiu.