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Chapéu
Diversidade

Bancário é eleito conselheiro LGBT em SP

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Empregado da Caixa, André Sardão ocupará a cadeira destinada aos homens bissexuais no Conselho Municipal LGBT de São Paulo, órgão que debate políticas e direitos para esta comunidade
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Foto: Seeb-SP / Arquivo

A cidade de São Paulo volta a ter um instrumento de garantia de direitos e de formulação de políticas públicas para lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros com a eleição da nova gestão do Conselho Municipal LGBT, que ocorreu no dia 1º de fevereiro. Entre os eleitos está o empregado da Caixa e dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo André Sardão, que ocupará a cadeira destinada aos homens bissexuais no colegiado.

Depois de quatro anos de inatividade absoluta na gestão do ex-prefeito João Doria (PSDB) e de seu sucessor Bruno Covas (PSDB), o órgão retomará suas atividades de fiscalizar o cumprimento de políticas para a diversidade e a formulação de novas pautas.

"O Conselho é um importante órgão para a cidade de São Paulo, para garantir a participação popular e fortalecer a democracia; tem caráter autônomo e permanente, propõe ações que são fruto das demandas e das mais legitimas aspirações da sociedade civil, com vistas a promover cidadania, o respeito à diversidade e a defesa dos direitos conquistados", ressalta André Sardão, conselheiro eleito para os próximos dois anos e membro do Coletivo LGBT do Sindicato dos Bancários.

"O conselho estará sempre aberto e buscando o diálogo e as propostas dos bancários e da população em gera", completa.

Para o coordenador do Coletivo LGBT do Sindicato, Anderson Pirota, a eleição é uma vitória do esforço coletivo da entidade e do entendimento de que a LGBTfobia é um problema do conjunto da sociedade e dos movimentos sociais.

"Desejo muito sucesso no exercício do mandato de nosso companheiro André Sardão e que os frutos das decisões tomadas sejam para fortalecer a árdua luta dos direitos da população LGBT tão estigmatizadas em governos avessos aos sagrados direitos da população LGBT, que possuem pautas retrógadas e conservadoras", parabeniza Pirota.