Ato inicia às 9h, na Av. Tenente Amaro Felicíssimo da Silveira, 55 – Parque Novo Mundo, zona norte de São Paulo, local em que Tainara Souza Santos foi brutalmente assassinada, em 2025
Neste domingo, 1º de março, em São Paulo, movimentos sociais e sindical participam do Ato Memorial pela Vida das Mulheres. A manifestação, chamada pelo Ministério das Mulheres, ocorrerá a partir das 9h, na Av. Tenente Amaro Felicíssimo da Silveira, 55 – Parque Novo Mundo, zona norte de São Paulo, local em que Tainara Souza Santos foi brutalmente assassinada, em 2025.
A iniciativa transformará o espaço em um território de memória, mobilização social e compromisso com a defesa da vida das mulheres. A concentração será às 9h, com abertura institucional e caminhada prevista para 10h. O ato reúne também artistas brasileiras que farão intervenção artística com grafites em homenagem às vítimas de feminicídio.
“O combate ao machismo e à misoginia e a construção de um mundo mais justo, onde as mulheres sejam respeitadas, ganhem o mesmo em funções iguais às dos homens e ocupem mais espaços de poder sempre foi uma importante bandeira de luta do Sindicato. Mas quando o Brasil, ano após ano, bate recordes de assassinatos de mulheres, se faz urgente mobilizar toda a sociedade pelo básico, que é o respeito às nossas vidas. Por isso o Sindicato estará presente neste ato e nas demais mobilizações de março, marcado pelo Dia Internacional da Mulher, o 8 de março. Um mês em que se reforça a luta feminista. O Sindicato convida bancárias e bancários a se unirem nessa luta.”
Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região
Tristes estatísticas
Segundo levantamento preliminar do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o ano de 2025 registrou um novo recorde de feminicídios no Brasil: 1.470 casos de janeiro a dezembro. É o maior número desde a tipificação do crime em 2015, e representa uma média alarmante de quatro mulheres assassinadas por dia pelo simples fato de serem mulheres.
Em um cenário de 10 anos, nota-se que os casos aumentaram ano a ano. Desde 2015 houve aumento de registros de feminicídios superior a 300%.
O Ministério das Mulheres divulgou que o ato deste domingo inicia as ações do mês de março: “vamos ocupar o espaço público com memória, arte e mobilização por justiça, reafirmando que nenhuma violência será naturalizada e que a vida das mulheres é inegociável”.
O Governo Federal também participa do Pacto pela Vida das Mulheres, um compromisso dos três poderes da República – Executivo, Judiciário e Legislativo – para enfrentar o problema com ações de prevenção, proteção, responsabilização de agressores e garantia de direitos. O Pacto foi assinado no dia 4 de fevereiro, pelo presidente Lula, pelo presidente do Senado e do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Mota, pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e pelo defensor público-geral federal em exercício, Marcos Badeires.
Relembre o caso Tainara
Tainara Souza Santos, 31 anos, mãe de dois filhos, foi agredida, atropelada pelo ex-companheiro Douglas Alves da Silva e arrastada por mais de 1 quilômetro ao ficar presa ao carro dele, em 29 de novembro do ano passado.
A violência mutilou as pernas da jovem, que não resistiu e faleceu no dia 24 de dezembro. O agressor está preso e responde por feminicídio.