O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região tem recebido denúncias de bancários do Uniclass Digital do Itaú sobre práticas que descumprem o acordo do modelo híbrido firmado com o banco e configuram assédio moral no ambiente de trabalho.
Segundo os relatos encaminhados à entidade, gestores gerais de departamento (GGDs) têm exigido que gerentes com Índice de Contribuição Marginal (ICM) de seguros abaixo de 40% passem a cumprir três dias presenciais por semana. A exigência contraria o acordo firmado entre o Sindicato e o Itaú, que estabelece o limite máximo de dois dias presenciais semanais nas concentrações.
Ainda de acordo com as denúncias, o dia presencial adicional tem sido direcionado a atividades de “recapacitação” em venda de seguros. Embora não haja divulgação formal de listas, a prática expõe indiretamente os trabalhadores, uma vez que é de conhecimento coletivo que os bancários convocados para o dia extra são aqueles considerados de baixa performance. A situação gera constrangimento, pressão excessiva e ambiente de trabalho adoecedor.
Para o dirigente sindical e bancário do Itaú, Andrey Hidalgo, a postura adotada pelo banco é inaceitável. “Condicionar o cumprimento do modelo híbrido à performance individual e utilizar o trabalho presencial como instrumento de cobrança fere o acordo firmado com o Sindicato e caracteriza assédio moral. O presencial não pode ser usado como punição ou mecanismo de exposição dos trabalhadores”, afirma.
O Sindicato já cobrou explicações do Itaú e reforça que seguirá acompanhando o caso de perto, exigindo o cumprimento integral do acordo e o respeito aos direitos e à dignidade dos bancários. A entidade orienta que trabalhadores que estejam passando por situações semelhantes procurem o Sindicato por meio do Canal de Denúncias, ele é um canal seguro e anônimo.