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Chapéu
Negociação

Lentidão da Caixa causa atraso no pagamento dos deltas e Super Caixa

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Imagem mostra print da tela da negociação online com a direção da Caixa, onde se vê os rostos dos membros da comissão executiva dos empregados da caixa

Em reunião com Caixa Econômica Federal realizada nesta segunda-feira 2, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) voltou a cobrar que o pagamento dos deltas da promoção por mérito seja realizado na folha de janeiro.

Os representantes do banco, contudo, informaram que a premiação do Super Caixa e os deltas deverão ser creditados somente após a apuração do Resultado.Caixa, previsto somente para o final de março.

A representante da Federação dos Bancários da CUT do Estado de São Paulo (Fetec-CUT/SP), Luiza Hansen, observou que os deltas referentes ao ano anterior sempre foram pagos em janeiro.

“Deixaram de ser pagos na época do Pedro Guimarães, e voltaram a ser pagos em janeiro no ano passado. A exceção é não ser pago em janeiro. E é preciso que volte a ser como sempre foi”, afirma Luiza, acrescentando que o atraso no pagamento dos deltas para março deixarão os empregados três meses do ano sem receber os valores referentes à promoção a que têm direito.

A Caixa alegou que trata o pagamento do primeiro e do segundo deltas como um único programa e, por isso, o pagamento será efetuado no mesmo momento.

“Essa situação é inaceitável. As correções nos erros de apuração do Resultado.Caixa devem ser feitas o quanto antes e a Caixa deve pagar tanto os deltas quanto a premiação do Super Caixa até o dia 5, como complementação salarial de janeiro”, cobra Luiza Hansen.

Diante dos relatos de problemas na apuração do SuperCaixa, a empresa se disponibilizou a tratar situações pontuais levadas pelas entidades. A CEE orienta que os empregados que se sentirem prejudicados, seja por problemas de digitalização de contrato, indisponibilidade de sistemas ou algo similar, procurem seus sindicatos para que estes recebam as demandas e encaminhem à Caixa para análise.

Plataforma PJ

A CEE também cobrou que a Caixa respeite o que diz o Acordo Coletivo de Trabalho dos empregados em sua cláusula 49, sobre negociação permanente: alterações que interfiram no cotidiano de trabalho do pessoal da Caixa devem ser debatidas, previamente, com a representação dos trabalhadores.

Luiza Hansen usa como exemplo as mudanças da plataforma PJ, que não foram debatidas em mesa de negociação antes da implantação. “Isso gera uma série de demandas dos empregados, pois são feitas alterações de forma rápida, sem negociação e sem levar em conta o cotidiano de trabalho e a realidade de quem está nas unidades, realizando o atendimento e trabalhando para que a Caixa obtenha seus bons resultados”, afirma.

“Entendemos que a Caixa precisa promover mudanças para conseguir competir com a concorrência e não perder espaço do mercado. Mas podemos contribuir para que isso aconteça sem causar problemas que acabam prejudicando não apenas os empregados, mas a própria Caixa, devido aos questões na implementação e na operacionalização, com sobrecarga do pessoal que vai ficar atendendo no varejo, sem treinamento adequado”, completa.

Além da criação da Plataforma PJ, que estabelece a migração de clientes PJ de alto faturamento para as PAPJ, também estão sendo criadas as PAGOV (para atender o Poder Público) e as PA Sigular, para clientes PF de alta renda/investimentos.

Com isso, os Gerentes de Varejo - que não recebem porte, a exemplo dos Gerentes de Carteira - assumirão um “carteirão” misto, com os clientes PF e PJ não enquadrados nos critérios de migração para PA PJ e PA Singular.

Na reunião foi destacado que essa mudança não previu a sobrecarga dos Gerentes de Varejo, muito menos a injustiça ao não se pagar a esses profissionais o porte. Também foi frisada a necessidade de debater o Plano de Funções Gratificadas (PFG), uma vez que algumas pessoas estão realizando algumas tarefas para as quais elas não estão sendo remuneradas.

A perda de rentabilidade de agências é outra consequência desta mudança. Clientes, contas PJs e negócios adjacentes, que compunham a rentabilidade das agências será perdida, podendo afetar o porte destas agências.

Migração de função

A Caixa informou que o projeto piloto de migração de funções de caixa para assistentes foi um pedido dos superintendentes regionais, mas que não há orçamento para a mudança de função.

O banco disse que foi feito um levantamento de interesse com os 105 caixas da SR Centro-Sul Gaúcho e apenas 6 mostraram interesse na migração de caixas para assistentes. Mas que o levantamento deve ser feito em outras SRs.

Na última reunião de negociação, em dezembro, a Caixa foi questionada e negou um boato de que isto estaria sendo aventado. “A Caixa não deixa claro o que quer com esse projeto piloto e precisa debater em mesa de negociação o futuro das funções de caixa e o PFG. Esse tipo de movimento  causa insegurança e até adoecimentos nos empregados”, critica Luiza.

Durante a reunião, os representantes dos empregados lembraram que o tema é muito importante para o movimento sindical por tratar-se do futuro da função de caixa, e que, por isto, necessita de um debate aprofundado, inclusive sobre as nomeações por minuto e prazo.

Durante a reunião desta segunda-feira 2, os representantes dos empregados lembraram que o tema é muito importante para o movimento sindical por tratar-se do futuro da função de caixa, e que, por isto, necessita de um debate aprofundado, inclusive sobre as nomeações por minuto e prazo.

Negociação permanente

A CEE solicitou que seja realizada uma reunião de negociação presencial sobre o Saúde Caixa e que as reuniões para negociação permanente sejam realizadas com maior frequência, para que possam ser debatidos menos temas com mais tempo de discussão sobre cada um e as soluções possam ser encontradas na própria reunião.

Na reunião desta segunda-feira, três temas (consignado, superendividamento e terceirizados) deixaram de ser debatidos devido à falta de tempo, uma vez que os negociadores da Caixa teriam outra reunião na sequencia.

O banco se comprometeu a realizar uma nova reunião ainda em fevereiro e que o Saúde Caixa será tratado em reuniões simultâneas aos outros temas, uma vez que o ACT específico também fará parte da mesa de negociações neste ano.

Equidade de gênero e programa de saúde

Ao final da reunião, a Caixa apresentou dados sobre equidade de gênero na Caixa e informou sobre inclusão do convênio com a Total Pass no programa de saúde para os empregados, além do Weelhub, além de uma seção de nutricionista por mês para os empregados da Caixa.

Terceirizados

Sobre terceirizados, antes do fim da reunião, os representantes dos empregados solicitaram que a  Caixa analise o caso de uma empresa terceirizada, que vinha falhando em diversas obrigações com o banco e com os funcionários terceirizados, e a Caixa tomou a atitude de rescindir o contrato. Foi reforçado que a  Caixa oriente os gestores das unidades a esclarecer os terceirizados acerca desse processo. O banco pediu para que o caso fosse encaminhado para análise.

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