Pular para o conteúdo principal

Comitê Evolui: Exclusão do consultor de RH coloca em cheque critérios de avaliação no Itaú

Imagem Destaque
Sindicato cobra medidas que garantam a imparcialidade no processo de avaliação dos bancários do Itaú

Sindicato cobra medidas que garantam a imparcialidade no processo de avaliação dos bancários do Itaú

O Itaú iniciou o processo de aviação individual dos funcionários. Porém, ao contrário dos anos anteriores, sem a presença da figura do consultor de RH no Comitê Evolui para a avaliação dos cargos de Agentes de Negócios, Líderes e Gerentes, sendo esta atribuição delegada exclusivamente aos superintendentes e GRNA´s (gerentes regionais de negócios agências).

“Esta mudança gera muita apreensão quanto aos critérios da avaliação, uma vez que pode transmitir a percepção de subjetividade nas decisões. Mesmo com a presença do consultor de RH nos comitês anteriores, já existia uma dificuldade dos bancários entenderem suas avaliações, muitas vezes questionando a desconexão entre suas entregas e a classificação final. Agora, sem o consultor de RH, com o processo todo sob condução dos gestores, abre-se margem para interpretações individuais”, destaca a dirigente do Sindicato e bancária do Itaú Márcia Basqueira.

“Chegou ao nosso conhecimento de que, na primeira reunião sem o consultor de RH, 75% dos avaliados ficaram abaixo do esperado, o que aumenta ainda mais a nossa preocupação quanto aos critérios adotados. Como é possível que esse alto percentual de bancários, mesmo com toda entrega diária, mesmo com o lucro cada vez maior do banco, seja avaliado como abaixo do esperado?”, questiona a dirigente.

Ao extrair os dados da base de resultados do sistema, o gestor passa a ter a responsabilidade de analisar:

  • Equipes com grande concentração de bancários acima ou abaixo do esperado na classificação de performance;
  • Equipes com concentração relevante de profissionais em prontidão ou preparar saída;
  • Possíveis incoerências entre momento de carreira, avaliação de performance e demais indicadores.

Cabe lembrar que, em anos anteriores, os gestores possuíam a prerrogativa de aplicar variação de 0,20 para aumentar ou reduzir avaliações. À época, o Sindicato já manifestou preocupação quanto ao fato deste mecanismo permitir que critérios subjetivos pudessem influenciar as decisões positiva ou negativamente.

“Entendemos que a transparência é fundamental para a credibilidade do processo de avaliação. Cobramos do Itaú que adote medidas - e dê publicidade às mesmas - que garantam a imparcialidade, coerência e equidade nas avaliações”, conclui Márcia Basqueira.

seja socio