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Chapéu
Falta de transparência

Itaú não divulgou aos funcionários o Índice de Cumprimento de Metas do GERA+ do último trimestre de 2025

Imagem Destaque
Imagem de um homem em frente ao computador com uma folha de papel nas mãos

Trabalhadores devem ter acesso aos critérios de pontuação e remuneração, uma vez que GERA+ impacta diretamente na remuneração variável

O Itaú ainda não divulgou, como deveria, o ICM (Índice de Cumprimento de Metas) do último trimestre de 2025 do programa de pontuação do GERA+, que impacta diretamente na remuneração variável dos trabalhadores. Dessa forma, os bancários e bancárias acabam sem saber o que deveriam receber pelas metas cumpridas ou parcialmente cumpridas.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região vem cobrando do banco, desde o início de março, que disponibilize essas informações aos funcionários, mas até agora isso não ocorreu. Nas primeiras cobranças, o Itaú respondeu que as informações estariam no GPS (Gestão de Performance e Satisfação), mas os funcionários relataram ao Sindicato que o GPS estava fora do ar; questionado novamente, o banco informou que o GPS estaria dentro da nova ferramenta Iclientes, mas ao seguirem as indicações do banco, os funcionários se deparavam com a mensagem: “consulte seu gestor para saber o valor da ação para seu cargo".

Banco admite problema

“Diante disso, fizemos uma nova cobrança recente e dessa vez houve um avanço porque o banco enfim admitiu que havia um problema e que as informações não estavam no Iclientes. O Itaú nos informou que o relatório com o ICM está nas mãos dos GRNA’s (gerentes regionais de negócios agências). Informou ainda que o GERA+ agora vai se chamar Ação Extra”, conta Márcia Basqueira, dirigente do Sindicato e bancária do Itaú.

Direito à transparência

“Isso levanta pontos que necessitam de esclarecimentos. Por qual motivo essas informações não foram devidamente compartilhadas com as equipes nas regionais, até a época do pagamento em fevereiro? E, considerando o impacto direto nos resultados e na remuneração variável, por que os trabalhadores não tiveram acesso prévio aos critérios de produção e remuneração?, questiona a dirigente.

“Acreditamos que o banco deve soltar um comunicado direcionado aos regionais para que eles deixem de represar essas informações e as divulguem aos trabalhadores, que têm direito de saber o valor a ser recebido por cada resultado alcançado”, acrescenta.

“Entendemos ser fundamental que tais informações sejam amplamente divulgadas, garantindo equidade no acesso e evitando interpretações divergentes”, reforça Basqueira.

Dessa forma, o Sindicato sugere:

  • A divulgação oficial interna dos critérios e parâmetros do GERA+;
  • a utilização dos canais institucionais, como Inovas e comunicação via GRNA, para garantir amplo alcance;
  • a padronização do fluxo de comunicação para assegurar que todos os colaboradores recebam as mesmas informações de forma clara e tempestiva.

“Reforçamos que a transparência e a comunicação efetiva são essenciais para o engajamento, confiança e alinhamento das equipes. Vamos continuar cobrando e acompanhando de perto a situação”, acrescenta a dirigente.

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