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Sindicato cobra BTG sobre denúncias de assédio moral e excesso de jornada

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Foto: Divulgação/BTG

Foto: Divulgação/BTG

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região realizou nesta sexta-feira (13) uma reunião com representantes do BTG Pactual para tratar de denúncias de assédio moral, cobrança abusiva por metas e extrapolação da jornada de trabalho. O encontro faz parte de uma série de reuniões que vêm sendo realizadas entre a entidade e o banco desde 2025, diante do número recorrente de reclamações apresentadas por trabalhadores.

A reunião foi solicitada pelo Sindicato em função dos problemas relatados pelos bancários ainda persistirem. Além disso, em mesas de negociação anteriores, o BTG assumiu compromissos que não teriam sido implementados. Entre eles estão o sistema de controle de jornada para alguns empregados, o pagamento de horas extras e o combate às gestões consideradas tóxicas, que têm adoecido trabalhadores.

O banco reconhece que existem problemas e informou que, desde o final do ano passado, passou a monitorar algumas áreas e orientar gestores sobre postura e comportamento. Mas, especialmente em relação à jornada de trabalho, ainda não foram identificadas medidas concretas que resolvam a situação.

A direção do Sindicato defende a adoção de mecanismos para o controle da jornada de trabalho, de forma a garantir limites, transparência e o respeito aos direitos dos trabalhadores. É preciso monitorar excessos e garantir o pagamento quando houver trabalho além do horário regular. Dessa forma, os empregados poderão receber as horas extras devidas, com os adicionais e reflexos previstos em lei.

O BTG informou que já aplica o controle de jornada para uma parte dos seus empregados, mas alega que outros têm resistência e não concordam com esse modelo. O banco encaminhará ao Sindicato quais foram essas áreas em que o sistema de ponto eletrônico já foi implementado e a programação para as próximas etapas.

O Sindicato alerta que toda empresa com mais de 20 empregados é obrigada em realizar o controle de jornada, observando, inclusive, as portarias do Ministério do Trabalho quanto à regulamentação dos sistemas a serem implementados, visando garantir o pagamento correto de horas extras, o respeito aos intervalos e a segurança jurídica nas relações de trabalho.

Com a conclusão de mais uma mesa negocial, o Sindicato aguardará as informações do BTG e seguirá acompanhando o tema, sempre pressionando o banco por mudanças efetivas nas condições de trabalho. O objetivo é garantir um ambiente laboral saudável e o respeito aos direitos da categoria bancária.

A direção do Sindicato também reforça a importância de que os bancários do Grupo BTG continuem procurando a entidade para relatar demissões, excesso de jornada ou quaisquer outros problemas relacionados ao trabalho. As denúncias ajudam a subsidiar a atuação do Sindicato junto ao banco e a cobrar providências.

Os trabalhadores podem entrar em contato com o Sindicato por meio do Canal de Denúncias e pela Central de Atendimento no telefone (11) 3188-5200. O sigilo das informações é garantido.

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