Sardinhada denunciou exclusão do consultor de RH nas avaliações do Comitê
O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região protestou nesta quinta-feira 26 na agência 0201 do Itaú. A ação teve como alvo a reunião do Comitê Evolui Itaú, que estava sendo realizada no local, no momento da atividade.
Sem consultor de RH para mediar, o processo de avaliação do comitê abre espaço para favoritismos e notas abaixo do esperado, mesmo com metas cumpridas. O Sindicato denuncia avaliações subjetivas e exige critérios transparentes.
O que é o Comitê Evolui Itaú?
O colegiado formado por gerentes regionais, gerentes-gerais e a superintendência é encarregado de avaliar funcionários como gerentes de relacionamento, agentes de negócio e gerentes de atendimento.
Além do cumprimento de metas, a avaliação leva em consideração componentes comportamentais. A depender do resultado, o funcionário será considerado acima, dentro ou abaixo do esperado.
“O problema é que não há espaço para todos nos quadrantes acima ou dentro do esperado. Os gestores têm de escolher. Isso abre espaço para muita subjetividade e para favoritismos. Um gerente-geral que não é tão bem relacionado pode acabar preterido, junto com seus subordinados, nas avaliações”, explica Edegar Oliveira, diretor do Sindicato e bancário do Itaú.
Mudanças no processo preocupam
Até o ano passado, essas reuniões eram feitas com um consultor do RH. Ele era encarregado de fazer a mediação e a ponderação das avaliações.
O banco, contudo, excluiu sua participação sob a alegação de que não há funcionários nessa função em número suficiente, e a fim de buscar mais celeridade no processo.
O protesto realizado nesta quinta-feira 26, na unidade situada na Avenida Paes de Barros, entre a Mooca e a Vila Prudente, foi motivado pela apuração confirmando a exclusão do consultor de RH.
Posição do Sindicato
O Sindicato discorda do processo da forma como está sendo executado, e defende a contratação de mais consultores de RH.
“Os trabalhadores vendem produtos bancários aos clientes e a sua saúde mental para o banco. Como prêmio indigesto, recebem avaliações abaixo do esperado. Seguiremos protestando até que o banco implante métodos de avaliações com critérios justos e transparentes”, afirma Edegar.