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Caixa Federal

Direitos e melhores condições de trabalho são foco de negociação

Em mesa de negociação com a Caixa, também foram debatidos temas como o contencioso da Funcef, defesa da Caixa 100% Pública, descomissionamento, Saúde Caixa, adoecimento, entre outros

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 25/04/2018 11:48 / Atualizado em 25/04/2018 11:51

Foi realizada, na terça 24, mesa de negociação permanente entre a representação dos empregados e a direção da Caixa. Ente os principais temas debatidos estão a manutenção dos direitos dos empregados; melhores condições de trabalho; defesa da Caixa 100% Pública; adoecimento dos trabalhadores; contencioso da Funcef, números do PDE; verticalização e time de vendas; reclamações quanto ao atendimento no Saúde Caixa; reestruturação; e bolsas de idiomas, graduação e pós-graduação.

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Verticalização

Na mesa de negociação, a Caixa não apresentou o número de gerentes PJ que perderam a função. Informou apenas que alguns tiveram a opção de se tornar GAN (Gerente de atendimento negócios). O número de agências que perderam funções PJ foi de 194, de um total de 3.600 unidades.

“A retirada de função dos gerentes PJ é um ataque à carreira dos empregados. A transformação de alguns dos afetados em GAN não desconfigura o descomissionamento. Antes mesmo da reforma trabalhista, a Caixa revogou o RH-151, que assegura a incorporação de função para empregados com mais de dez anos no cargo, o que até então só foi barrado por conta de liminar impetrada pelo movimento sindical”, lembra o diretor do Sindicato e coordenador da CEE/Caixa, Dionísio Reis.

A representação dos empregados questionou o banco ainda sobre as ameaças às funções dos gerentes PF, que tiveram aumento no número de clientes em carteira de 900 para 1.300 em alguns locais, reduzindo o número de carteiras e aumentando a insegurança dos trabalhadores. A Caixa ficou de responder e informou que não definiu o deadline para a perda de carteiras PF, que no caso dos gerentes PJ é cinco de maio.

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Condições de trabalho

Em relação ao aumento do adoecimento dos empregados da Caixa, decorrente das péssimas condições de trabalho, a representação dos empregados cobrou da direção do banco a instalação do Fórum Nacional de Condições de Trabalho e fóruns regionais, com a gestão da Gipes (Gestão de Pessoas) e apoio das Repes (Representação de Pessoas).

“Com a redução da Caixa, que passou de 101.000 trabalhadores em 2014 - conquista do movimento sindical com o aumento de funções na Caixa - para o atual número de 86.334, sendo que no último PDE saíram 1.300, as condições de trabalho pioram cada vez mais. Além disso, a Caixa tem utilizado novos métodos de gestão que pioram ainda mais as condições de trabalho e dão margem ao assédio moral. Tivemos alguns casos de suicídio e muitos de adoecimento de empregados. Portanto, cobramos do banco a imediata instalação do Fórum Nacional de Condições de Trabalho para debater propostas que enfrentem o adoecimento”, enfatiza o diretor do Sindicato e coordenador da CEE/Caixa, Dionísio Reis.

O dirigente lembra ainda que houve uma grande redução da estrutura de gestão de pessoas na Caixa. “Antes eram doze Gipes, hoje são oito no país todo, com 18 Repes. A Gipes-SP é um exemplo dessa redução. Hoje são 35 empregados para fazer a gestão de oito Superintendências Regionais, com 5 mil trabalhadores.”

“As péssimas condições de trabalho e o aumento do adoecimento dos empregados são agravados ainda mais pela má qualidade de atendimento no Saúde Caixa. O banco subdimensionou o atendimento no plano quando criou a Central de Atendimento, que não tem condições de atender a demanda dos trabalhadores, e desestruturou as Gipes do país. Por um lado, o empregado convive com péssimas condições de trabalho, o que o leva ao adoecimento. Por outro, fica desassistido no seu plano de saúde”, avalia Dionísio.

A Caixa concordou com a criação do Fórum Nacional de Condições de Trabalho, faltando apenas determinar datas para a realização do mesmo e dos fóruns regionais.

Caixa 100% Pública

Sobre a defesa da Caixa 100% Pública, a representação dos empregados questionou a direção do banco sobre o suposto leilão da Lotex.

“A Caixa esclareceu que o que está sendo leiloado é a concessão da loteria instantânea, que o banco chama de Lotex desde 2015, que é diferente da Caixa Instantânea S/A, que também é chamada de Lotex, mas é uma empresa dentro da Caixa. Nos colocamos contrários, uma vez que o leilão abrange a parte mais rentável da loteria, cujo os rendimentos vão para a questão social”, diz o diretor do Sindicato.

Contencioso

 

 

Mais uma vez, a representação dos empregados cobrou a formação de Grupo de Trabalho para debater soluções para o contencioso da Funcef, uma vez que é uma dívida decorrente do passivo trabalhista da Caixa, fortemente impactada pelas péssimas condições de trabalho no banco.

“A Caixa informou que vai se reunir apenas com a Funcef para tratar do tema, excluindo os empregados do debate, justamente os principais interessados, que estão pagando uma conta que é do banco, não deles”, critica Dionísio.  

Time de vendas

Sobre a ferramenta que permite que o empregado visualize sua produção e que o gestor também visualize a produção da sua equipe, a Caixa informou que não orienta a exposição de ranking dos trabalhadores.

“A cláusula 37 da nossa Convenção Coletiva de Trabalho impede que os bancos publiquem ranking individual de resultados dos trabalhadores. Caso o empregado seja exposto em ranking, ele deve denunciar ao Sindicato por meio do nossa canal de combate ao assédio moral, o Assuma o Controle. O sigilo do nome do denunciante é absoluto”, orienta Dionísio.

Bolsas

Na mesa de negociação, a Caixa informou que em 2017 - conforme conquistado pelos empregados no acordo de dois anos, assinado na Campanha Nacional de 2016 - foram disponibilizadas 800 bolsas de idiomas, 300 de graduação e 500 de pós-graduação. Entretanto, os empregados utilizaram, no ano passado, 534 bolsas de idiomas, 292 de graduação e 497 de pós-graduação.

“Questionamos o banco quanto aos critérios adotados para a concessão das bolsas e se existiram empregados que fizeram solicitação de bolsa e não foram atendidos, tendo em vista que o número de bolsas disponibilizadas foi maior que o número de bolsas que foram de fato utilizadas pelas trabalhadores no ano passado. A quantidade de bolsas para 2018 é a mesma do ano passado, mas a Caixa informou que a abertura de novas solicitação se dará apenas a partir de julho”, esclarece o coordenador da CEE/Caixa.

O dirigente orienta que, caso o empregado tenha feito solicitação de bolsa e não tenha sido atendido, denuncie ao Sindicato por meio da Central de Atendimento (11 3188-5200) ou WhatsApp (11 97593-7749).

A próxima mesa de negociação com a Caixa será no dia 23 de maio. 



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