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Em evento no MPT-SP, Sindicato expõe responsabilidade dos bancos no adoecimento mental

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Imagem mostra auditório lotado

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, junto a demais entidades sindicais, prefeituras municipais, empresas e especialistas, reuniram-se em audiência coletiva para debater projetos estratégicos sobre saúde mental no trabalho e impactos das mudanças climáticas no meio ambiente do trabalho.

No evento realizado na segunda-feira 27, no Ministério Público do Trabalho de São Paulo, autoridades e especialistas falaram sobre temas relacionados a ergonomia e saúde mental no trabalho. As mudanças climáticas como fator de insegurança para a saúde mental coletiva foi outro eixo de discussão.

Sindicato destaca saúde mental dos bancários

Valeska Pincovai, secretária de Saúde do Sindicato, abordou temas que impactam a categoria bancária, principalmente a saúde mental em um dos setores profissionais que mais adoecem devido a pressão por metas no ambiente de trabalho, assédio moral, reestruturações que ameaçam empregos e sobrecarga de trabalho.

A dirigente destacou a situação dos bancários e questionou os procuradores presentes sobre a urgência de se trabalhar em conjunto a fim de proporcionar condições de trabalho melhores, mesmo diante da atualização da NR-1, que exige das empresas a identificação, prevenção e combate a esses riscos.

“Isso significa olhar para a organização do trabalho, rever metas inalcançáveis, combater práticas de assédio.  E para isso, os bancos precisam assumir a responsabilidade,  porque não basta oferecer palestra motivacional ou aplicativo de bem-estar enquanto mantêm um ambiente adoecedor. O trabalhador  e os sindicatos têm de estar envolvidos em toda a elaboração do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).”

Temas debatidos na audiência coletiva

Durante a audiência coletiva, Lucy Mara Baú, presidente da Associação Brasileira de Ergonomia e Fatores Humanos, abordou a ergonomia como passo indispensável para a proteção da saúde mental.

A atuação da advocacia trabalhista nas ações judiciais de proteção da saúde mental foi o tema da exposição de Sarah Kakim, presidente da Federação Nacional dos Advogados.

A saúde mental e os desastres ambientais foi o assunto abordado por Patrick Maia Merísio, procurador do Trabalho e coordenador do Grupo de Trabalho do MPT Mudanças Climáticas e Impacto no Meio ambiente de Trabalho.

Foram convidados para o evento representantes de municípios das regiões metropolitanas de São Paulo e da baixada santista; empresas que atuam na limpeza urbana nesses municípios – setor econômico escolhido para atuação nos projetos sobre Impactos das Mudanças Climáticas no Meio Ambiente do Trabalho; empresas com maior número de afastamentos de trabalhadores por saúde mental – critério eleito para atuação no Projeto Saúde Mental no Trabalho; entidades sindicais representativas dos empregadores e trabalhadores dos respectivos setores; entidades governamentais responsáveis por políticas públicas sobre mudanças climáticas; e órgãos que atuam na defesa do meio ambiente do trabalho.

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