O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região protestou em mais uma agência do Banco do Brasil para denunciar a falta de funcionários e cobrar mais contratações. O ato realizado na manhã desta quinta-feira 30 foi na agência Itaquera, na zona leste de São Paulo.
A unidade funciona há muito tempo com uma equipe reduzida diante da demanda, o que gera longas filas, estresse em clientes e usuários, além de sobrecarga e adoecimento entre os bancários.
“O local atende muitos aposentados e o banco parece ter abandonado sua função social ao reduzir o número de funcionários no atendimento às pessoas mais idosas e à população em geral de uma área muito populosa, periférica e onde há cada vez menos agências bancárias”, destaca João Maia, diretor do Sindicato e bancário do BB.
A superlotação chegou ao ponto de forçar a gerente-geral a ir para o autoatendimento distribuir senha.
“É uma situação extremamente difícil causada pela falta de funcionário e insensibilidade do banco no tratamento a funcionários, clientes, usuários e beneficiários do INSS. Mandar gestor para o totem de senha tornou-se recorrente em várias agências do Banco do Brasil”, denuncia João Maia.
Ao final de setembro de 2025, o BB contava com 85.802 funcionários, uma redução de 1.299 postos de trabalho em 12 meses e de 157 somente no trimestre.
“Mesmo com o quadro mais enxuto, o banco apresentou índice de eficiência de 28,1%, o que indica intensificação do ritmo de trabalho e maior sobrecarga para os funcionários", ressalta João Maia
Descaso do BB com a população
O ato dessa quarta 30 é o terceiro após protestos na Cidade Tiradentes e em Guaianases, para denunciar a falta de funcionários em bairros da periferia de São Paulo, onde o número de agências vem encolhendo, o que está causando superlotação nas remanescentes.
“O Banco do Brasil é uma instituição pública e deve cumprir sua função social por meio do atendimento eficiente da população nas agências. O Sindicato seguirá pressionando a direção do BB para que respeite bancários, clientes e a população”, afirma João Maia.