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Itaú fecha agência de Itaú de Minas, cidade que deu nome ao banco, e revolta população

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Itaú fecha agência de Itaú de Minas, cidade que lhe deu o nome, e revolta população

Imagem: Reprodução Google Maps

O fechamento da única agência física do Itaú em Itaú de Minas, município do sudoeste mineiro que inspirou o nome do banco, tem gerado indignação entre moradores e reforçado o debate sobre o desmonte do atendimento bancário presencial no país. A unidade 0104, localizada na esquina da rua Dr. José Balbino com a rua João Kirchiner, no centro da cidade, encerrará as atividades no dia 10 de junho.

Após o fechamento, os clientes serão transferidos para a agência 0120, em Passos, localizada na Avenida Arouca, a cerca de 17 quilômetros de distância. Para muitos moradores, especialmente idosos e pessoas sem veículo próprio, a mudança representa mais dificuldade de acesso aos serviços bancários.

Segundo o Censo de 2022 do IBGE, Itaú de Minas possui 14.406 habitantes, dos quais aproximadamente 15% são idosos, público que frequentemente depende do atendimento presencial para resolver questões bancárias. Nas redes sociais, moradores criticaram a decisão do Itaú. “Só vai dificultar o uso dos serviços do banco. Viajar 17 km para usar os serviços. Absurdo!”, escreveu uma cliente ao comentar a notícia.

A ironia da situação chama atenção: o próprio Itaú relembra, em sua página institucional sobre a história da empresa, que o banco adotou esse nome após a compra, em 1964, de uma instituição financeira localizada justamente em Itaú de Minas.

O caso reflete um movimento nacional de fechamento de agências bancárias. Entre 2015 e 2025, os bancos encerraram, em média, 45 unidades por mês. Como consequência, 638 municípios brasileiros ficaram sem agências bancárias, deixando 6,9 milhões de pessoas desassistidas.

Eu Quero Mais Agências

Protesto do Sindicato, em março deste ano, contra o fechamento de agências do Itaú

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região tem denunciado permanentemente o impacto social dessa política dos bancos e intensificado a mobilização em defesa do atendimento presencial e dos empregos bancários. Além de realizar protestos e campanhas contra o fechamento de unidades, o Sindicato lançou a campanha “Eu Quero Mais Agências”, que reúne assinaturas em um abaixo-assinado cobrando a ampliação da rede física de atendimento bancário.

A entidade alerta que o fechamento das agências não prejudica apenas clientes e o comércio local. Os bancários que permanecem nas unidades abertas enfrentam aumento da sobrecarga, metas abusivas e adoecimento, já que precisam absorver a demanda das agências encerradas sem reposição do quadro de funcionários. De acordo com Valeska Pincovai, diretora executiva do Sindicato e bancária do Itaú, a postura do banco é incoerente com os altos lucros registrados.

"O Itaú vem fechando agências e deixando à população sem atendimento nenhum, principalmente os aposentados, que vem sofrendo muito com esta situação. É uma total falta de respeito e humanidade, zero responsabilidade social! O banco precisa rever este fechamento indiscriminado de agências. Não há motivo para isso já que o lucro em três meses foi de mais de R$ 12 bilhões. Vamos continuar denunciando esta postura do Itaú", afirma Valeska.

Somente em 2025, o Itaú fechou 319 agências físicas e anunciou o encerramento de outras 188 até maio deste ano. Por conta desse grave cenário, o Sindicato convida bancários, clientes e toda a população a participarem do abaixo-assinado da campanha “Eu Quero Mais Agências” e se somarem à luta contra o desmonte do atendimento bancário presencial no país.

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