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Santander: Contra demissões e fechamentos de agências, Sindicato leva Portal do Inferno para Osasco

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Sindicato levou o Portal do Inferno até agência Marechal Rondon, do Santander, em Osasco (Foto: Seeb-SP)

Sindicato levou o Portal do Inferno até agência Marechal Rondon, do Santander, em Osasco (Foto: Seeb-SP)

O Sindicato vem denunciando, de forma recorrente, a intensificação da política de corte de postos de trabalho bancários e de fechamento de agências por parte do Santander.

Para cobrar o fim dessa política, que visa apenas maximizar os lucros do banco espanhol em detrimento dos bancários, dos clientes e da população em geral, o Sindicato realizou um protesto na agência Marechal Rondon, em Osasco, nesta segunda-feira, 8.

Durante a atividade, o Sindicato levou à agência o “Portal do Inferno”, uma forma lúdica de denunciar a situação das unidades que permanecem abertas e precisam absorver, com cada vez menos bancários, a demanda das agências encerradas pelo banco espanhol.

Mesmo com lucro de R$ 3,788 bilhões nos três primeiros meses do ano, a holding Santander encerrou o primeiro trimestre de 2026 com 49.107 empregados, após eliminar 6.196 postos de trabalho em doze meses, dos quais 554 apenas no primeiro trimestre deste ano. Em relação à estrutura física, o banco fechou 258 agências e 225 Postos de Atendimento Bancário (PABs) no mesmo período.

Por outro lado, de acordo com dados do Banco Central, a base de clientes cresceu em 3,4 milhões de pessoas em relação a março de 2025, alcançando 71,6 milhões de clientes.

“Em Osasco, nos últimos cinco anos, saímos de oito agências para apenas duas. Isso em uma cidade com cerca de 760 mil habitantes, dos quais 65 mil têm mais de 60 anos. O fechamento de agências prejudica a todos: os bancários que permanecem nas unidades abertas, cada vez mais sobrecarregados; os clientes, que enfrentam um atendimento precarizado; e o comércio local, que deixa de contar com uma agência bancária. Somente o Calçadão de Osasco recebe, diariamente, um público estimado em 350 mil pessoas. As agências do Santander que restaram estão cercadas, no centro expandido da cidade, por cerca de 1.500 estabelecimentos comerciais”, relata o dirigente do Sindicato e bancário do Santander, Welington Correa.

O Sindicato continuará, ao longo da semana, realizando protestos em outras regiões de sua base para cobrar que o Santander interrompa o corte de postos de trabalho e o fechamento de agências.

“Nas últimas semanas, identificamos um processo de demissões em massa no Santander que atinge diversas regiões do país, agravando uma situação que já é crítica, com bancários sobrecarregados e adoecendo. Iremos intensificar nossos protestos até que a direção do banco espanhol respeite os bancários, os clientes e a população brasileira”, conclui o também dirigente do Sindicato e bancário do Santander, André Bezerra.

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