Pular para o conteúdo principal

Plano do Itaú descredencia médicos e clínicas

Linha fina
Bancários reclamam da diminuição da rede de atendimento e se mostram insatisfeitos com convênio. Sindicato cobra explicações do banco
Imagem Destaque

São Paulo – Como se não bastassem a pressão pelo cumprimento de metas abusivas, o assédio moral e as demissões, os funcionários do Itaú também estão descontentes com o plano de saúde. Desde que o convênio passou a ser administrado pela Porto Seguro Saúde, houve vários descredenciamentos, tanto por pedido de médicos e clínicas, quanto por iniciativa do próprio Itaú.

“O banco, de forma unilateral, está enviando correspondências a clínicas e médicos, informando o descredenciamento a partir de junho. Isso está gerando diversos transtornos aos funcionários, principalmente os que possuem tratamentos perenes como fisioterapia. Vamos exigir que a instituição nos dê explicações sobre os motivos disso”, afirma o diretor do Sindicato Júlio Cesar Silva Santos.

Júlio cita como exemplo o caso de uma bancária do CAT que faz fisioterapia na Clínica de Fraturas da Zona Leste, mas que terá de parar o tratamento porque a unidade será descredenciada, sendo que a clínica é uma das que mais presta serviços aos trabalhadores do Itaú.

“Quando adquiriu a Porto Seguro, o Itaú nos garantiu que o convênio continuaria a ser administrado pela Fundação Saúde Itaú. Mas não foi isso que aconteceu”, critica Júlio.

Prejudicados – Segundo a diretora executiva do Sindicato Ivone Maria da Silva, representante dos bancários no Comitê de Acompanhamento do Plano de Saúde do Itaú (Caps), várias reclamações de bancários têm chegado à entidade. “Vamos cobrar uma posição do banco sobre o assunto que tem prejudicado os usuários do plano.”

O problema tomou tal dimensão que o Sindicato está realizando uma pesquisa sobre o convênio entre os funcionários do Itaú.

“Mas podemos ter ideia da insatisfação nos e-mails que recebemos e depoimentos que escutamos. Os trabalhadores, por exemplo, reivindicam maior rede credenciada. Reclamam que os valores de reembolso são baixos em relação aos cobrados pelos médicos, e que o atendimento é ‘péssimo’ na central do convênio”, denuncia Ivone.


Andréa Ponte Souza - 8/5/2013

seja socio