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Chapéu
Luto e protesto

Sindicato atrasa abertura de agência e homenageia trabalhadores da Caixa mortos por covid

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Dirigentes sindicais em frente a agência da Caixa em Vila Prudente, zona leste

Desde o início da pandemia de coronavírus no país, em março de 2020, já chegou a 60 o número de bancários da Caixa em todo o Brasil que faleceram de covid-19. Como homenagem às 60 vidas perdidas por coronavírus, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região atrasou em 60 minutos a abertura da agência Vila Prudente, na zona leste, onde trabalhava uma das vítimas. O protesto foi na manhã desta quarta-feira 5, mas continuará a ocorrer nos próximos dias em todos os locais onde ocorreram falecimentos.

Com cartazes manifestando luto e por vacina já para todos, os dirigentes sindicais conversaram com os empregados e a população. Eles reivindicam ainda que a Caixa adote de fato o que vem sendo demandado desde o início da pandemia: que o atendimento à população seja restrito aos serviços essenciais e não a venda de produtos.

“O total de 60 vítimas, informado pela Caixa, diz respeito apenas aos empregados, uma vez que o banco não informa ao movimento sindical bancário o número de vítimas entre os prestadores de serviço. Portanto, as mortes no banco ultrapassam isso. Infelizmente a vida dos terceirizados parece valer menos para a direção da Caixa. E isso é mais um absurdo que decorre da precarização do trabalho”, destaca a diretora do Sindicato e empregada da Caixa Tamara Siqueira.

A dirigente sindical ressalta ainda que a quantidade de mortes entre os trabalhadores do banco é alta porque a direção da Caixa não limita o atendimento aos serviços essenciais. “Infelizmente, não está ocorrendo o que seria o certo em uma pandemia: que seria limitar o atendimento aos serviços essenciais apenas, aos pagamentos dos programas sociais como Bolsa Família e auxílio emergencial. A Caixa continua exigindo dos empregados que ofertem negócios, que vendam produtos bancários. E isso acaba fazendo com que passe muito mais gente nas agências do que deveria, além de causar o adoecimento dos trabalhadores. Vamos continuar cobrando que o banco reveja isso.”

O dirigente Danilo Perez presta homenagem às vítimas: "Cada pessoas tinha uma história, cada um deles era o amor de alguém." E lembra que a proporção da tragédia no Brasil poderia ter sido evitada caso o governo federal tivesse comprado as vacinas no ano passado:

A dirigente do Sindicato e da Apcef-SP, Luiza Hansen, reforça a luta por #VacinaJá e para todos:

Caixa 100% Pública

Durante o protesto desta quarta-feira, os dirigentes também conversaram com os empregados sobre a necessidade de mobilização e união na luta pela defesa da Caixa 100% Pública. “A atual direção tem adotado a estratégia de fatiar e vender o banco aos pouquinhos, para conseguir privatizá-lo sem precisar da aprovação do Legislativo. Abriram recentemente as ações da Caixa Seguridade, uma das áreas mais rentáveis do banco. Para que a gente consiga resistir a isso, é fundamental a mobilização de todos os empregados e da sociedade como um todo, que percebe que a Caixa pública é fundamental para o país”, diz o diretor executivo do Sindicato e também empregado da Caixa Dionísio Reis.