Prédio São Joaquim - Caixa Econômica Federal (Imagem: Reprodução Google Maps)
O Sindicato dos Bancários de São Paulo cobra soluções da Caixa Econômica Federal para uma série de irregularidades identificadas no prédio conhecido como São Joaquim, na Liberdade, em São Paulo.
Em vistoria realizada no dia 27 de março, o Sindicato mapeou os seguintes problemas:
- Inexistência de Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) vigente;
- Inexistência de sistema de detecção de fumaça;
- Inexistência de sistemas automáticos de combate a incêndio;
- Inexistência de plano de abandono emergencial atualizado;
- Inexistência de laudo de aterramento a fim de evitar descarga estática e prevenir a explosão dos tanques que alimentam os geradores de energia;
- Inexistência de Análise Preliminar de Perigos (APP) e Análise Preliminar de Riscos (APR) na instalação dos tanques de armazenamento de combustível;
- Inexistência de sistema automático de ventilação forçada nas áreas destinadas aos tanques de combustível.
Sindicato envia ofício à Caixa
Os problemas estão discriminados em ofício encaminhado pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo à direção da Caixa no final da tarde de sexta-feira 15.
O documento ressalta que o descumprimento de normas de segurança viola a legislação trabalhista e as normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego.
Também enfatiza que a ausência de medidas efetivas se traduz em risco iminente de acidentes graves, incêndios e explosões, podendo levar a responsabilização civil e criminal da Caixa.
Caixa Federal já havia sido autuada
“É oportuno destacar que as irregularidades verificadas evidenciam a inércia da instituição em adotar medidas efetivas para a solução definitiva do problema, uma vez que, em 2023, após fiscalização realizada pelo Ministério do Trabalho, a entidade foi autuada por descumprir oito normas de segurança”, resgata ainda o ofício.
Sindicato cobra fim das irregularidades
Por meio do documento encaminhado à Caixa, o Sindicato reivindica o seguinte:
- A regularização imediata dos equipamentos e procedimentos de segurança do local;
- A permanência dos empregados em home office durante o processo de regularização dos problemas;
- A comprovação da adoção das medidas obrigatórias;
- A resposta do ofício, em até dois dias úteis, com informações sobre as providências a serem adotadas.
“A Caixa Econômica Federal deve corrigir imediatamente todas as irregularidades do prédio da São Joaquim, e o Sindicato não medirá esforços para garantir que os empregados daquele centro administrativo trabalhem em um local livre de qualquer risco”, afirma Tamara Siqueira, diretora do Sindicato e empregado da Caixa.
