A Caixa Econômica Federal se comprometeu com o cumprimento de prazos para a resolução dos problemas de segurança no edifício da São Joaquim, e com a apresentação de laudos e respostas oficiais às cobranças do Sindicato dos Bancários de São Paulo e da Apcef/SP para a correção de irregularidades no local.
O compromisso foi feito em reunião realizada nesta quinta-feira 28 entre o Sindicato e a Apcef/SP com a Cilog e as empresas de engenharia responsáveis pelo edifício São Joaquim.
Uma das principais soluções trazidas pela área foi a inativação do gerador, com aluguel de outro gerador que ficará localizado no térreo. A medida tem base na solução adotada em outros prédios onde a Caixa foi obrigada a sessar o risco identificado após processo judicial.
Outro compromisso importante foi a protocolização, em até 15 dias junto aos bombeiros, de solicitação do Alvará de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) do edifício.
A informação veio da Cilog e também da empresa responsável pela produção dos documentos necessários e desenhos que estão sendo produzidos para substituir os antigos por versões digitais.
“Compreendemos, após explicações da engenharia, a necessidade de alguns dias para protocolar o pedido. No entanto, questionamos a ausência de AVCB há tanto tempo. A informação que temos é que o último tem mais de 20 anos, o que não poderia ter acontecido. De toda forma, faremos o acompanhamento, observando os prazos e possíveis apontamentos dos bombeiros, a fim de que os trabalhadores do prédio estejam trabalhando em um local seguro, com alvará e com os treinamentos adequados” informou Vivian Sá, diretora-presidenta da Apcef/SP.
Detector de fumaça
A cilog afirmou que juntará ao processo movido pelo Sindicato as respostas para outros apontamentos relativos à segurança do edifício. Mas adiantou que a ausência de detector de fumaça do prédio se deve a um sistema mais adequado para o tipo de edifício, e que encaminhará ao Sindicato e à Apcef/SP documento tratando de outras questões de segurança.
Exercício de abandono
A Caixa disse a que é necessário reunir os brigadistas para realizar o exercício de abandono.
“Assim que a Cilog informar que os brigadistas estão disponíveis para a realização do exercício, entraremos em contato com a Gipes, com a Cipa e com os brigadistas que conseguirmos, no sentido de auxiliar a solução deste ponto. O interesse do Sindicato e da Apcef/SP é a solução de todas as demandas que garantam a segurança dos empregados”, afirma André Sardão, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
Entenda
Em visita de perito judicial para tratar de questões relativas ao processo movido pelo Sindicato contra a Caixa acerca de possível periculosidade por causa dos geradores do prédio, outras questões foram observadas e motivaram o Sindicato a pedir o esvaziamento do prédio, através de ofício, uma vez que as áreas do edifício não fazem atendimento presencial, e portanto, podem atuar em home office, ou mesmo em outros locais.
Entre as observações apontadas pelo perito constam: a ausência de AVCB, de detectores de fumaça, de treinamento de brigada de incêndio, exercício de abandono do edifício, e outras principalmente relativas à permanência dos tanques de combustível do gerador no subsolo no edifício, o que trouxe ainda outros apontamentos do próprio acondicionamento das máquinas.
“Continuaremos com o processo movido pelo sindicato, que atende a todos os empregados que atuam no edifício , mas também continuamos acompanhando todos os compromissos feitos da reunião de hoje”, afirma Vivian Sá.
