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Em visita ao Sindicato, deputado Marcolino apresenta projeto contra fechamento de agências e debate conjuntura estadual

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Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato, ao lado da secretária-geral Lucimara Malaquias e do deputado estadual Luiz Claudio Marcolino (PT)

Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato, ao lado da secretária-geral Lucimara Malaquias e do deputado estadual Luiz Claudio Marcolino (PT)

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região realizou nesta segunda-feira, 11 de maio, uma atividade com seu ex-presidente e atual deputado estadual Luiz Claudio Marcolino (PT). O objetivo foi debater o fechamento de agências bancárias e a conjuntura política e econômica do estado de São Paulo.

Durante a atividade, o parlamentar apresentou um projeto de lei de sua autoria, que será protocolado em breve na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), com o objetivo de combater o fechamento de agências bancárias e limitar a redução dos postos de trabalho no setor.

Segundo Marcolino, a proposta estabelece contrapartidas para os bancos que operam serviços públicos estaduais. “Os bancos que atuam na arrecadação de tributos estaduais, como o IPVA, e administram serviços ligados ao governo, como folhas de pagamento, precisarão manter ao menos uma agência em cada município onde operam. O projeto também cria mecanismos para limitar a redução dos quadros de funcionários, preservando empregos bancários e garantindo atendimento adequado à população”, explicou.

Durante a atividade, Marcolino também assinou o abaixo-assinado da campanha “Eu Quero Mais Agências”, lançada pelo Sindicato para mobilizar a sociedade contra o fechamento de postos de atendimento bancário e denunciar seus impactos. A presidenta do entidade, Neiva Ribeiro, ressaltou a importância da atuação de Marcolino na defesa da categoria e reforçou a proposta da campanha.

“O deputado Luiz Claudio Marcolino tem uma trajetória histórica de compromisso com os bancários e com a defesa dos serviços públicos. Sua atuação na Assembleia Legislativa fortalece a luta contra o fechamento de agências e em defesa dos empregos no setor. A campanha ‘Eu Quero Mais Agências’ nasceu justamente para ampliar esse debate com a sociedade e mostrar que o fechamento de unidades prejudica trabalhadores, clientes e toda a população”, afirmou Neiva.

Prestação de contas

Marcolino também apresentou um balanço de sua atuação parlamentar em defesa da categoria bancária. Entre os temas abordados, destacou as articulações junto aos ministérios da Saúde e do Trabalho para que os problemas de saúde mental relacionados ao trabalho bancário sejam reconhecidos como doenças do trabalho e incorporados à Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1).

Outro ponto tratado foi a terceirização no setor bancário. De acordo com Marcolino, o Ministério do Trabalho informou que fará a fiscalização sobre possíveis fraudes trabalhistas por meio do cruzamento de CNPJs, buscando identificar práticas irregulares de terceirização.

Deputado Marcolino apresenta balanço da sua atuação parlamentar na Alesp

Conjuntura

Ao analisar a conjuntura política do estado, o deputado criticou a política de privatizações conduzida pelo governo estadual. Segundo o deputado, o governo Tarcísio privatizou empresas e serviços estratégicos do estado, como Sabesp, EMTU/SP e FURP (Fundação para o Remédio Popular "Chopin Tavares de Lima"), trazendo prejuízos na qualidade dos serviços públicos.

Marcolino também chamou atenção para o impacto das isenções fiscais concedidas pelo governo estadual. “Hoje, o orçamento do estado gira em torno de R$ 380 bilhões, mas cerca de R$ 80 bilhões deixam de entrar nos cofres públicos por conta de renúncias fiscais. Muitas dessas isenções ocorrem sem fiscalização adequada das contrapartidas exigidas das empresas beneficiadas, o que reduz recursos para investimentos e prejudica os municípios”, concluiu.

Em relação aos sindicatos e demais movimentos sociais, Marcolino reforçou que o governo estadual tem promovido ataques constantes às organizações populares, o que exige mobilização permanente. O deputado destacou ainda que este será um ano decisivo, marcado pelas eleições e pela Campanha Nacional dos Bancários, e defendeu a importância da participação ativa dos trabalhadores na luta por direitos e políticas públicas.

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