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Chapéu
'Figital'

Inferno na Caixa! Sindicato denuncia projeto de atendimento em Dia Nacional De Luta

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portal do inferno

Empregados da Caixa Econômica Federal fizeram nesta terça-feira 9 um Dia Nacional de Luta em defesa do Saúde Caixa e por melhores condições de trabalho.

As atividades, promovidas em agências e unidades administrativas em várias regiões do país, marcaram o lançamento da campanha “Saúde Caixa Sem Teto”.

A iniciativa tem como principal objetivo mobilizar os trabalhadores em torno da derrubada do limite de 6,5% da folha salarial e do respeito aos princípios do pacto intergeracional, da solidariedade e do mutualismo.

Portal do Inferno no Brás

Em São Paulo, o ato se concentrou no prédio do Brás, que sedia agência e áreas meio.

Um Portal do Inferno foi realizado para denunciar as consequências das mudanças implantadas pela Caixa que estão gerando sobrecarga, desvalorização, adoecimento e deterioração no atendimento à população.

Figital é precarização, e não ‘modernização’

A ampliação dos projetos de atendimento remoto e da integração “figital” (presencial, em unidade física, e digital) é um dos principais motivos dos protestos.

A Caixa apresenta a mudança como modernização, mas na prática, os empregados passaram a acumular atendimento presencial, atendimento digital, demandas administrativas e cobranças comerciais ao mesmo tempo.

Em muitos casos, um único trabalhador atende clientes presencialmente enquanto responde simultaneamente até cinco atendimentos digitais.

“A direção do banco está desrespeitando os trabalhadores com os projetos Figital e Gênesis, desrespeitando o movimento sindical, porque os modelos foram implementados sem diálogo, e desrespeitando a mesa única de negociação, ao se recusar a debater seriamente o problema. Tudo isso no momento em que estamos iniciando a Campanha Nacional dos Bancários”, pontua Luiza Hansen, empregada da Caixa e representante da Fetec-SP na Comissão Executiva dos Empregados da Caixa.

Nas mesas de negociação, o Sindicato cobra que a Caixa apresente dados e reconheça a dimensão do problema; e defende a adoção de um modelo que garanta estrutura adequada, contratação de pessoal e melhores condições de trabalho para não prejudicar clientes nem adoecer os empregados.

Cobra ainda informações sobre os impactos do modelo na saúde mental dos empregados e pede acesso aos dados de afastamentos relacionados ao trabalho.

‘Super Calote’ segue acumulando críticas

O programa Super Caixa também, chamado de “Super Calote”, é alvo de muita insatisfação. O Dia Nacional de Luta denunciou as regras consideradas obscuras, alterações frequentes nos critérios de avaliação e penalizações causadas por fatores alheios aos empregados.

“A Caixa mudou três vezes as regras do Super Caixa, porque não respeita nem as regras que ela própria cria, e muito menos para quem ela cria. Empregados se matam para bater as metas impostas em troca de um álbum de figurinha. É inaceitável”, afirma Chico Pugliesi, diretor executivo do Sindicato e empregado da Caixa.

A atividade também dialogou com a população sobre os impactos dos novos modelos no atendimento.

“Foi um ato muito importante e muito bem recebido pelos empregados, que estão revoltados, e pela população, que reconhece a função social da Caixa, mas também percebe a piora no atendimento.  A Campanha Nacional dos Bancários vai começar, e os protestos se intensificarão para mobilizar os empregados e denunciar à população as mudanças que estão causando precarização e sobrecarga”, afirma Chico.

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