Lançamento da Campanha Nacional dos Bancários 2026 (Imagem: SEEB-SP)
Nem a chuva forte que caiu sobre São Paulo nesta quarta-feira 24 foi capaz de apagar a energia e a disposição dos bancários no lançamento da Campanha Nacional dos Bancários 2026. Com bandeiras erguidas, muita mobilização e espírito de unidade, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região tomou a Avenida Paulista para dar início a uma das maiores e mais importantes campanhas salariais do país.
O clima era de confiança, engajamento e expectativa por novas conquistas. Em ato realizado pelo Sindicato em parceria com a Fetec-CUT/SP, a categoria lançou oficialmente a Campanha Nacional traduzindo a força de trabalhadores e trabalhadoras que, todos os dias, ajudam a movimentar a economia brasileira.
O lançamento ocorreu simultaneamente à entrega da minuta de reivindicações dos bancos públicos e privados à Fenaban, marcando o início das negociações da campanha deste ano.
Bancários entregam a bancos pauta de reivindicações
Entre as principais reivindicações estão 5% de aumento real para salários e demais verbas como Participação nos Lucros e Resultados (PLR), vale-alimentação e vale-refeição, PLR maior, mais contratação de bancários e mais agências para melhor atender os clientes.
“Hoje é um dia muito importante para nossa categoria bancária e estar aqui na Paulista mostra como os bancos mudaram a atuação nos últimos anos. Há cinco anos tínhamos uma média de 70 agências, hoje se houver 20 delas é muito, Por isso temos de lutar e cobrar mais contratação, mais agências e respeito dos bancos para os trabalhadores e clientes”, destaca Marta Soares, secretária de Finanças do Sindicato lembrando que os bancos tiveram um lucro de R$ 144 bilhões e tem condições de atender a demanda da categoria.
Fim das metas
Os bancários pedem também o fim das metas abusivas, uma reivindicação fundamental para melhorar as condições de trabalho e preservar a saúde mental dos trabalhadores, uma das principais causas do adoecimento no setor bancário.
“Queremos menos metas, mais saúde. Não é justo convivermos com o alto adoecimento da categoria por conta da sobrecarga agravada ainda mais com o fechamento de agências em várias regiões de São Paulo e do país”, fala Lucimara Malaquias, secretária-geral do Sindicato.
Outro destaque da campanha é a defesa dos bancos públicos e a reivindicação de uma distribuição mais justa dos ganhos gerados pela tecnologia e pela digitalização do sistema financeiro, garantindo que os avanços tecnológicos beneficiem também os trabalhadores.
Confira as principais reinvindicação deste ano
-5% de aumento real para salários e demais verbas, como PLR, VA e VR;
-fim das metas abusivas, para melhorar as condições de trabalho e a saúde da categoria;
-manutenção da mesa única de negociação, da CCT para toda a categoria e dos direitos já conquistados;
-defesa do emprego bancário;
-defesa dos bancos públicos;
-distribuição melhor dos ganhos da tecnologia, e pelo fim do monitoramento excessivo no teletrabalho, preservando a privacidade do bancário.