Defesa da aposentadoria

Ato contra reforma uniu trabalhadores e estudantes

A luta contra o fim da aposentadoria, pela educação pública de qualidade e por empregos unificou os movimentos sindical e estudantil. Mobilizações acontecem também em outros 10 estados

  • CUT, com edição da Redação Spbancarios
  • Publicado em 12/07/2019 14:41 / Atualizado em 12/07/2019 18:03

Ato em Brasília contra a reforma da Previdência, que prejudica milhões de brasileiros

Foto: Reprodução

Como parte da agenda de luta unificada em defesa da aposentadoria, de uma educação pública de qualidade e por empregos, a CUT e demais centrais sindicais do país realizaram um ato nacional nesta sexta-feira 12, em Brasília, em conjunto com a União Nacional dos Estudantes (UNE), na Esplanada dos Ministérios.

A PEC 6/2019, da reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL), que acaba com a aposentadoria, afetando a vida e o trabalho de milhões de trabalhadores e trabalhadoras, foi aprovada na madrugada de quarta-feira 10, mas como altera a Constituição, precisa ser votada em dois turnos na Câmara Federal e depois segue para o Senado Federal, onde também precisa da maioria os votos dos senadores em dois turnos.

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“Não podemos nos dar como vencidos, estamos no meio da batalha. É estudante junto com o trabalhador lutando pelos direitos da juventude e da classe trabalhadora”, disse o presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas.

“A proposta de Bolsonaro ganhou no primeiro turno da Câmara, com a ajuda de parlamentares que só votaram pelos interesses pessoais, mas ainda temos a segunda votação e o Senado para reverter esta batalha”, lembra o presidente da CUT.

Temos que continuar mobilizando e acreditando que podemos derrotar esta proposta que vai acabar com a aposentadoria
- Vagner Freitas

Além dos 12 mil estudantes da UNE, outros estudantes do Distrito Federal  se somaram ao ato nacional. A mobilização também contou com a participação dos trabalhadores e das trabalhadoras da educação e de outras categorias profissionais da região Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e DF) e também do povo brasiliense, contrário à proposta.

“Bolsonaro achou que vencendo a batalha da Câmara estaria tudo resolvido, mas esta pontual derrota dos trabalhadores no primeiro turno da votação está servindo de oxigênio e estimulo para fortalecer a luta e evitar um retrocesso maior. A esplanada promete estar cheia”, afirmou presidente da CUT Brasília, Rodrigo Brito.

Brasília foi escolhida para ser palco do ato das entidades por ser sede da Câmara Federal que está votando a PEC 6/2019, da reforma da Previdência e também por ser a capital do país, o local que a UNE está realizando o seu 57º Congresso Nacional (Conune).

Estados reforçam ato nacional

Inicialmente, a CUT e demais centrais convocaram somente o ato nacional em Brasília, mas outros 10 estados - Ceará, Pará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Sergipe e Santa Catarina - também organizaram atividades locais para fortalecer a luta. Em todas as regiões do país ocorreram mobilizações contra a reforma da Previdência, em defesa da educação e por empregos.

 



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