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Sindicato paralisa agência do BB por denúncias de assédio moral

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Nesta sexta-feira 13, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e a Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito de São Paulo (Fetec-CUT/SP) realizaram uma paralisação na agência BB Estilo do Jardim Paulistano, por ocasião de denúncias de assédio moral praticadas pelo gerente geral daquela unidade. As práticas nefastas do gestor contra os funcionários não são novas, e já estão sendo acompanhadas tanto pelo BB quanto pelo Sindicato.

Entre as denúncias estão: desqualificação dos trabalhadores de maneira mal-educada na frente dos demais colegas em reuniões, gerando constrangimento e humilhação pública; exposição pública dos resultados dos funcionários; e mensagens desrespeitosas e cobranças de metas constantes, não observando tempo mínimo para o funcionário planejar suas ações.

“Devido ao estilo de gestão, houve adoecimento de quatro colegas por questões emocionais. Além disso, o gestor orientou um funcionário com suspeita de Covid-19 a continuar trabalhando, mesmo apresentando sintomas. A confirmação da doença foi realizada dois dias depois, comprometendo a saúde e a vida dos colegas e clientes, usando como justificativa a radicalidade da decisão de afastar o funcionário.

"Deliberadamente, muitas vezes o gestor não respeita as normas de segurança e saúde para o combate à covid-19 preconizadas pelo banco”, enfatiza a dirigente sindical Priscilla Semencio, funcionária do BB.

“Além disso, alguns funcionários são incumbidos de realização de tarefas aquém da sua capacidade como forma de rebaixamento e humilhação”, acrescenta.

A Superintendência Estadual, responsável pelas agências Estilo e pelos Escritórios Digitais, juntamente com a área de gestão de pessoas de São Paulo (Gepes), já havia intercedido nessa questão, conversado e avisado ao gerente geral de que tais condutas não eram admissíveis. E também havia solicitado uma mudança de postura do gestor, uma melhora de comportamento, respeitando o trabalhador, com dignidade e empatia.

As conversas com o gerente geral, todavia, foram inócuas, pois ele continuou com suas práticas assediadoras e desrespeitosas. Estes setores do banco reiteraram por diversas vezes, nas reuniões feitas para tratar do assunto, que não pactuam, não estimulam e não concordam com nenhuma prática de assédio moral e desrespeito aos trabalhadores.

“O assédio moral, as grosserias, as práticas abusivas, o desrespeito e más condutas pessoais, além de deteriorar o ambiente de trabalho e piorar o clima organizacional, acarretam em adoecimento emocional ao trabalhador, afetando o seu bem-estar como um todo, física e emocionalmente, impossibilitando seu convívio social, causando depressão, ansiedade, tristeza, doenças psicológicas. As convenções internacionais de trabalho e de saúde do trabalhador condenam fortemente tais práticas e condutas, e no BB não deve ser diferente”, ressalta a também dirigente sindical Adriana Ferreira, bancária do BB.

“O caso agora encontra-se sob condução da Dipes, da Ouvidoria Interna, e da Super PF I, onde esperamos, em benefício dos trabalhadores e de um ambiente laboral mais saudável, que haja correção e melhora no comportamento do funcionário, naquilo que é desejável nas boas práticas de gestão e respeito aos trabalhadores, sem descartar as punições cabíveis dentro das normas internas da empresa e dos compromissos com o movimento sindical de combate ao assédio moral e das práticas abusivas”, finaliza Adriana.

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