Sindicato visitou agências em todas as regiões da capital paulista e em Osasco; manifestação foi marcada por muito diálogo com os bancários e bancárias do Bradesco e com clientes do banco (foto: Seeb-SP)
A categoria bancária realizou, nesta terça-feira (11), em todo o Brasil, um Dia Nacional de Luta contra a extinção de empregos e o fechamento de agências pelo Bradesco. Em São Paulo, o Sindicato visitou agências do banco em todas as regiões da capital (zonas leste, oeste, sul e norte, centro e região da Paulista) e em Osasco, retardou a abertura dessas unidades em duas horas e conversou com os trabalhadores e trabalhadoras do banco e com os clientes.
“Esta é uma atividade da Campanha Nacional dos Bancários. Estamos em plena campanha por valorização e direitos, e enquanto isso, os bancos, incluindo o Bradesco, continuam extinguindo postos de trabalho e fechando agências, apesar dos resultados positivos do setor bancário. No primeiro semestre, apenas os três maiores bancos privados no país – Bradesco, Itaú e Santander – alcançaram R$ 45,4 bilhões de lucro, um crescimento de 7,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. Isso demonstra que eles não têm justificativa para demitir nem para fechar unidades e têm todas as condições de atender às nossas reivindicações. Na próxima quinta-feira (13) teremos uma nova mesa com a Fenaban e esperamos que os bancos tragam uma proposta decente”, destacou a diretora do Sindicato e coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) Bradesco, Erica de Oliveira.
“A categoria bancária quer a reposição da inflação mais 5% de aumento real nos salários, valorização no VA e VR com reajuste diferenciado, valorização da PLR, e também os bancos melhorem as condições de trabalho e adotem medidas para a melhoria da saúde dos bancários, pois somos uma das categorias com os maiores índices de doenças ocupacionais, principalmente mentais. Os dados sobre isso já foram todos apresentados à Fenaban nas mesas de negociação da Campanha desde ano”, acrescentou Erica.
O também diretor do Sindicato e bancário do Bradesco, Márcio Ridrigues, ressaltou que a atividade desta terça-feira foi de muito diálogo com os trabalhadores, sobre a Campanha Nacional e também sobre as condições de trabalho no banco. “Foi uma atividade de muito diálogo tanto com os bancários e bancárias do Bradesco, quanto com clientes do banco, que também são afetados pelo processo acelerado de extinção de agências físicas. Clientes pagam juros altos e tarifas e têm o direito de serem atendidos por bancários e em agências, se assim o quiserem”.
Em 10 anos, empregos caem 25% e agências, 62%
Desde a aquisição do HSBC, em 2015, o Bradesco reduziu em 25% o número de funcionários, extinguindo 26,7 mil empregos, e em 62% o número de agências físicas, com o fechamento de 3,3 mil unidades. O processo continuou neste primeiro semestre: segundo o balanço do banco, nos seis meses do ano foram eliminados 2.396 postos de trabalho e encerradas as atividades de 165 agências.
Por outro lado, o lucro e a rentabilidade do banco cresceram. No semestre, o Bradesco teve um lucro líquido recorrente de R$ 13,861 bilhões, uma alta de 16,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) foi de 16% no semestre, um acréscimo de 1,4 ponto percentual em doze meses.