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#600pelobrasil

Centrais sindicais lançam campanha pelo auxílio emergencial de R$ 600

Presidentes da CUT e 10 centrais divulgam nota e abaixo-assinado para pressionar Congresso a votar MP 1000, retomando valor do auxílio emergencial que governo Bolsonaro reduziu pela metade

  • Redação Spbancarios, com informações da CUT
  • Publicado em 17/09/2020 16:33 / Atualizado em 17/09/2020 16:50

As centrais sindicais lançaram, nesta quinta-feira 17, campanha nacional e abaixo-assinado pela manutenção do valor do auxílio emergencial em R$ 600 pelo menos até dezembro. Em nota (leia abaixo), assinada pelo presidente da CUT, Sérgio Nobre, e presidentes e coordenadores de outras 10 centrais - Força Sindical, UGT, CTB, CSB, NCST, CGTB, Intersindical, CSP-Conlutas, Intersindical Instrumento de Luta e Pública - apontam a importância dos recursos para a subsistência de milhões de famílias durante a pandemia e para a economia do país na crise. E cobram do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que paute a votação da MP 1000 para retomar o valor de R$ 600 (R$ 1.200 para mães chefes de família), reduzido pela metade pelo governo Bolsonaro.

Nas redes sociais a campanha vai usar a hashtag #600PeloBrasil e a palavra de ordem será Bota pra votar já, Maia. A Medida Provisória (MP) 1000/2020, encaminhada pelo governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL), amplia o pagamento do auxílio até dezembro, mas o reduz para R$ 300 e muda os critérios de acesso ao benefício para tirar milhões de trabalhadores da lista de quem pode receber.

Na Câmara dos Deputados, já foram apresentadas mais de 260 emendas para manter o valor do benefício sem os cortes feitos por Bolsonaro e seu ministro da Economia, Paulo Guedes.

Apontada pelos sindicalistas como o principal instrumento de luta neste momento, a campanha #600peloBrasil terá a missão de pressionar Maia para que o presidente da Câmara não ceda aos acenos do governo que não quer que a MP seja votada, prefere que caduque após o prazo legal de 120 dias, que coincide com o fim do pagamento do auxílio emergencial.

“Quer que não seja votada e quer reduzir para R$ 300. E opera isso no Congresso de forma aberta”, disse o presidente da CUT, Sérgio Nobre, criticando a manobra do governo. "Para reverter esse quadro, é essencial a pressão e o trabalho de convencimento dos parlamentares para votar e manter o auxílio em R$ 600”, acrescentou.

As centrais já pediram audiências aos presidentes da Câmara e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). E coletam apoios da população por meio de abaixo-assindo,

 CLIQUE AQUI PARA ASSINAR E APOIAR O AUXÍLIO DE R$ 600

As assinaturas também serão recolhidas nos municípios com sindicatos e movimentos sociais dialogando com a população.

A campanha também será realizada por meio das redes sociais das centrais e dos movimentos sociais e terá apoio dos veículos de comunicação ligados a entidades sindicais, bem como veículos de imprensa progressistas em todo o Brasil, como portais informativos, jornais e rádios comunitárias. 

Leia a nota das centras sindicais:

Campanha nacional pela manutenção do auxílio emergencial de R$ 600 até dezembro

É bom para o povo, para a economia e para o Brasil

As Centrais Sindicais CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB, NCST, CGTB, Intersindical, CSP-Conlutas, Intersindical Instrumento de Luta e Pública, seus sindicatos e entidades, lançam mobilização nacional para conclamar o Congresso Nacional a votar a MP 1000 e restituir o valor de R$ 600 para o Auxílio Emergencial (R$ 1.200 para mãe chefe de família).

Essa iniciativa fundamental depende, inicialmente, da decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, de encaminhar o processo legislativo e pautar a votação.

A Medida Provisória 1000 corta o auxílio emergencial pela metade, reduzindo-o a R$ 300, restringindo ainda mais a capacidade de milhões de famílias brasileiras enfrentarem as consequências da crise sanitária causada pela pandemia do Coronavírus, em especial o desemprego e a perda de renda do trabalho. A redução do auxílio compromete gravemente a capacidade de as famílias garantirem alimentação, moradia, transporte e outros bens de consumo básicos.

O auxílio emergencial de R$ 600,00 garantiu o consumo básico de mais de 60 milhões de pessoas, ajudou a mais de 66 milhões de trabalhadores e trabalhadoras informais, fomentou a atividade nas empresas e protegeu milhões de empregos, fazendo a roda da economia girar, impedindo, assim, que uma crise econômica ainda maior se instalasse no país. Mais de R$ 320 bilhões mobilizados para financiar esse auxílio tiveram um impacto positivo na massa de rendimentos das famílias que, transformada em consumo, foi capaz de sustentar mais de 2% do PIB brasileiro em 2020.

Sairemos dessa grave crise sanitária e econômica se formos ousados e tivermos capacidade efetiva de atuar juntos. Cabe ao governo federal articular e coordenar os esforços de enfretamento da crise sanitária, contudo, o governo atua no sentido contrário, o que significa milhares de vidas perdidas por Covid19, mortes que poderiam ter sido evitadas.

Cabe ao governo mobilizar os recursos públicos, com impostos progressivos e taxando os ricos, para garantir renda básica para todos que necessitem, bem como mobilizar investimentos à retomada das milhares de obras paradas, para a expansão da nossa infraestrutura econômica e social, orientando para um desenvolvimento produtivo ambientalmente sustentável, justo e solidário.

Convidamos as organizações, entidades e movimentos para que façamos um grande esforço de articulação das nossas iniciativas. Conclamamos parlamentares e partidos para um amplo diálogo social compromissado com a nação brasileira, com o desenvolvimento econômico sustentável, com a justiça social, diálogo esse que deve agora materializar-se na manutenção do auxílio emergencial de R$ 600 até dezembro.

 

 

Assinam:

Sérgio Nobre
Presidente da CUT - Central Única dos Trabalhadores

Miguel Torres
Presidente da Força Sindical

Ricardo Patah
Presidente da UGT - União Geral dos Trabalhadores

Adilson Araújo
Presidente da CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

José Calixto Ramos
Presidente da NCST - Nova Central Sindical de Trabalhadores

Alvaro Egea
Secretário Geral da CSB - Central dos Sindicatos Brasileiros

Joaninha de Oliveira
Secretária Executiva Nacional da CSP - Conlutas

Ubiraci Dantas Oliveira
Presidente da CGTB - Central Geral dos Trabalhadores do Brasil

Nilza Pereira de Almeida
Secretaria de Finanças - Intersindical - Central da Classe Trabalhadora

Emanuel Melato
Coordenação da Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora

José Gozze
Presidente - Pública Central do Servidor



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