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Sindicato protesta contra demissões no C6 e cobra valorização dos trabalhadores

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Imagem mostra os diretores do Sindicato em frente à porta de entrada do prédio do C6, em são paulo

Dirigentes do Sindicato André Bezerra e Beatriz Fuganti

O Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região realizou, nesta segunda-feira 28, um protesto em frente ao C6 Bank para denunciar as demissões promovidas pela instituição na área Carbon, voltada ao atendimento de clientes pessoa física de alta renda.

Durante a atividade, dirigentes sindicais dialogaram com trabalhadores do banco e com a população que circulava pela região da Avenida Nove de Julho, em São Paulo, alertando para os desligamentos ocorridos na semana passada e cobrando responsabilidade social do C6.

André Bezerra: 'Ao invés de demitir, requalifiicar'

As demissões contrastam com os resultados apresentados pela própria instituição. No primeiro semestre de 2026, o C6 Bank registrou lucro líquido de R$ 1,3 bilhão, crescimento de cerca de 20% em relação ao mesmo período de 2025. A receita líquida chegou ao recorde de R$ 6,3 bilhões, enquanto a carteira de crédito expandida alcançou R$ 99,8 bilhões.

“Diante dos resultados financeiros apresentados pelo banco, não há justificativa para promover cortes de postos de trabalho. Ao invés de vez de demitir, o C6 poderia investir na requalificação e no aproveitamento dos trabalhadores em outras áreas da instituição”, afirma André Bezerra, diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

Sindicato conquista extensão do plano de saúde

Além de denunciar as demissões, o Sindicato informou aos trabalhadores sobre as condições negociadas para os empregados atingidos pelos desligamentos.

Após a atuação sindical, o C6 concederá aos demitidos 60 dias adicionais de manutenção do plano de saúde, além do período já assegurado pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários. Os trabalhadores desligados também receberão uma cesta-alimentação adicional.


Isso significa que os 60 dias conquistados pelo Sindicato não substituem o direito previsto na CCT: eles serão somados a ele. Assim, por exemplo, um trabalhador com mais de cinco e até dez anos de vínculo, que já tem direito a 90 dias de plano de saúde após a demissão pelas regras convencionais, terá mais 60 dias negociados pelo Sindicato, totalizando 150 dias de cobertura.

Demitidos devem procurar o Sindicato

O Sindicato orienta todos os trabalhadores atingidos pelos desligamentos a entrarem em contato com a entidade (veja canais no fim do texto) para esclarecer dúvidas sobre seus direitos. A orientação é especialmente importante para quem tenha questões específicas relacionadas às verbas rescisórias, à manutenção do plano de saúde, à saúde do trabalhador ou que necessite de orientação jurídica.

A entidade reforça ainda a importância da sindicalização. É a organização coletiva dos trabalhadores que permite enfrentar demissões, cobrar respeito aos direitos e negociar medidas que reduzam os impactos dos desligamentos.

“Com um lucro bilionário e em trajetória de crescimento, o C6 deveria valorizar quem contribuiu para construir esses resultados, preservando empregos e buscando alternativas às demissões. O Sindicato seguirá mobilizado, cobrando respeito aos trabalhadores e defendendo seus empregos e direitos”, finaliza Beatriz Fuganti, diretora do Sindicato

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