O Comando Nacional dos Bancários e o Banco do Brasil assinaram, de forma virtual, nesta sexta-feira (11), o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico dos funcionários do Banco do Brasil, com vigência até 2028.
A assinatura encerra um ciclo de negociações que se estendeu por mais de dois meses e meio e foi marcado pela participação e mobilização das bancárias e dos bancários.
O acordo foi aprovado por ampla maioria nas assembleias realizadas das 19h de quinta-feira (10) até as 12h desta sexta-feira (11). Os trabalhadores do BB, da base do Sindicato, já haviam aprovado a renovação do ACT em assembleia no dia 4 de setembro.
Entre os pontos aprovados está o compromisso de crédito do adiantamento da PLR na próxima quarta-feira (16). O acordo também garante o abono da paralisação realizada no dia 20 de agosto.
“Foi um ciclo negocial importante, construído com muita participação e mobilização dos funcionários do Banco do Brasil. A categoria demonstrou, mais uma vez, que a organização e a unidade são fundamentais para avançarmos nas negociações. Tivemos debates, assembleias, mobilizações e conseguimos construir avanços importantes no acordo”, afirma Fernanda Lopes, coordenadora da CEBB (Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil).
“Quero agradecer a cada bancário e bancária do Banco do Brasil que se mobilizou nesta Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026. Alcançamos valorização real em todas as verbas, incluída a PLR, tanto na regra básica quanto na parcela adicional; preservamos nossa mesa única de negociação, nossa unidade; e conquistamos avanços, tanto na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) quando no Acordo Coletivo de Trabalho específico dos trabalhadores do Banco do Brasil. Seguiremos na luta, de forma permanente, por melhores condições de trabalho, valorização, na defesa dos direitos e por novas conquistas”, conclui a presidenta do Sindicato e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Neiva Ribeiro.
Avanços conquistados
O ACT reúne avanços em diferentes áreas, incluindo remuneração, carreira, saúde, inclusão e direitos sociais. Entre os principais pontos do acordo assinado:
• PLR: crédito do adiantamento em até 72 horas após a assinatura do acordo, com pagamento previsto para 16 de setembro;
• Reconhecimento financeiro: R$ 3 mil para o público definido na Campanha de Adimplência 2026, condicionado ao atingimento do indicador;
• Cassi: adiantamento de R$ 360 milhões da contribuição patronal para o Plano de Associados;
• PCR: compromisso de realização de estudos para revisão dos critérios do Plano de Carreira e Remuneração;
• Licença-paternidade: ampliação de 20 para 35 dias;
• Auxílio para filhos com deficiência: aumento de R$ 760,48 para R$ 874,55;
• Central de Relacionamento: novo salário de referência de R$ 6.302,77 a partir de janeiro de 2027;
• PCDs: financiamento sem juros em até 96 meses para pais de filhos com deficiência e cinco jornadas para reparos em equipamentos;
• ANBIMA: abono de até cinco dias para deslocamento e realização das provas;
• Violência doméstica: estabilidade na função comissionada por seis meses no retorno à função após afastamento pela Lei Maria da Penha;
• Ações afirmativas: inclusão no ACT de políticas que priorizam mulheres, pessoas com deficiência e pessoas não brancas nos processos seletivos internos;
• 31 de dezembro: abono da ausência na data;
• Endividamento: apresentação de novo modelo para enfrentamento do endividamento dos funcionários;
• Bem Viver: inclusão de egressos dos bancos incorporados, condicionada à expansão do atendimento nas CliniCassi;
• SESMT: contratação da Cassi para atendimento, sempre que possível;
• União estável: licença de oito dias na formalização.
O acordo também prevê indenização por morte decorrente de assalto de até R$ 550,5 mil e revisão de exames complementares para doenças crônicas.