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Chapéu
Sindicato

Assembléia de bancários decide sobre a greve

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Hoje (5), a partir das 19h, bancários de São Paulo, Osasco e região de todos os bancos, públicos e privados, fazem assembléia na Quadra do Sindicato (Rua Tabatingüera, 192, Sé) para deliberar sobre a greve por tempo indeterminado a partir de amanhã, dia 6.

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) foi avisada, pelo Sindicato, no dia 22 de setembro, e pela Confederação Nacional dos Bancários, no dia 23, da recusa da proposta de 4% de reajuste apresentada em 20/9, data da última rodada de negociação. Até agora não respondeu à solicitação de retomada das negociações.

“A intransigência dos banqueiros amarrou o processo negocial e vai levar os bancários à greve. O Sindicato sempre aposta na negociação até a exaustão, mais isso está sendo impossível este ano. Os banqueiros, sim, estão radicalizando, apelando até para inverdades ao dizer que desconhecem a recusa dos bancários e que esperam uma nova proposta da categoria. Nossas reivindicações são as mesmas já entregues à Fenaban e absolutamente justas para um setor que lucra tanto. Os bancários não abrirão mão do aumento real e da PLR maior, por isso vão à greve a partir do dia 6”, reafirma o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.

Banco do Brasil – Os bancários do Banco do Brasil de São Paulo, Osasco e região aprovaram em assembléia na noite de ontem (4) a proposta de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) apresentada pelo banco após várias rodadas de negociação. A PLR, que no BB é semestral, será paga da seguinte maneira: 40% do salário, mais valor fixo de R$ 365, mais 4% do lucro líquido distribuído linearmente a todos. Outras questões específicas da empresa, como plano de cargos e salários, isonomia e parcela Previ permanecem em negociação. Hoje, os bancários do BB também participam da assembléia que vai decidir sobre a greve.

Reivindicações – As reivindicações dos bancários, que os banqueiros conhecem desde 11/8 são: reajuste salarial de 11,77%, PLR maior (um salário mais valor fixo de R$ 788 acrescidos de 5% do lucro líquido distribuídos de forma linear entre os funcionários), valorização dos pisos, garantia de emprego e novas conquistas – como o 14º salário, 13ª cesta-alimentação, proteção salarial (reajuste sempre que a inflação acumulada alcançar 3%). Saúde é um dos eixos de campanha e há cláusulas de prevenção, reabilitação e isonomia dos trabalhadores afastados com os da ativa. Dentre as cláusulas sociais, há pontos como a promoção da igualdade de oportunidades e o controle de tempo de espera nas filas. Também são reivindicados o fim da terceirização e a recontratação dos terceirizados; ampliação do horário de atendimento ao público para das 9h às 17h, com dois turnos de trabalho; medidas para coibir e combater o assédio moral; continuidade dos trabalhos da Comissão de Segurança Bancária; eleição de delegados sindicais nos locais de trabalho.

A categoria – A data-base da categoria é 1º de setembro. No Brasil há cerca de 400 mil bancários. Em São Paulo, Osasco e Região são 106 mil trabalhadores distribuídos em torno de 3 mil locais de trabalho. No ano passado, os bancários receberam reajuste salarial que variou entre 8,5% e 12,77% (no piso salarial), contra uma inflação de 6,4%. 
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