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Luta

Primeiro as pessoas!

Políticas neoliberais – que priorizam o chamado mercado, em detrimento das populações – levaram às convulsões sociais pela América Latina; Desde o final de 2016, Brasil trilha o mesmo caminho. É possível mudar o rumo!

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 29/10/2019 14:56 / Atualizado em 29/10/2019 14:58

Arte: Linton Publio

Nos últimos meses, a América Latina vive uma onda de insatisfação popular contra governos que adotam políticas neoliberais, que priorizam apenas o mercado em detrimento das populações.

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O Equador se insurgiu contra cortes nos direitos dos trabalhadores, perdão de dívidas de grandes empresas, empréstimo do FMI e fim dos subsídios aos combustíveis, o que levou a um aumento de 120% no preço do diesel. Diante dos protestos, o presidente Lenin Moreno revogou o fim dos subsídios aos combustíveis. A mobilização continua.

Já os chilenos tomaram as ruas contra medidas neoliberais. Contra um modelo de previdência capitalizada - no qual a cobertura é de apenas 17,2% da população (no Brasil é de 62,3%) e 80% dos aposentados recebe menos de um salário mínimo, o que levou o índice de pobreza entre idosos acima de 65 anos a 11,1% (no Brasil é de 5,3%) – e contra a privatização ampla de serviços públicos e recursos naturais.

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Diante dos gigantescos protestos, o governo divulgou um pacote de medidas que inclui: revogação do reajuste do metrô; aumento nas aposentadorias; elevação dos impostos para os mais ricos; estabilização da tarifa de energia; ajuda mínima de 350 mil pesos chilenos (cerca de R$ 1.970) para trabalhadores com jornada completa que tenham salário inferior a esse valor; além de pedir a renúncia de ministros. A mobilização continua.

Já a Argentina deu um sonoro não às políticas neoliberais de Maurício Macri ao eleger presidente, em primeiro turno, o oposicionista Alberto Fernandez.

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No Brasil, desde novembro de 2016 o país segue a cartilha neoliberal. Vieram PEC da Morte, que congelou investimentos públicos por 20 anos; reforma trabalhista, que cortou direitos dos trabalhadores, não resultou em geração de empregos e precarizou contratos; e a aprovação da reforma da Previdência, que fará os brasileiros trabalharem mais para receber menos; além do desmonte e privatização de empresas públicas.

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“Quando analisamos os rumos adotados pelo Brasil nos últimos anos, as semelhanças com as políticas neoliberais que levaram aos protestos pela América Latina são gigantescas. Essas mobilizações e seus resultados mostram que é possível, com a pressão das ruas, barrar retrocessos nos direitos sociais e dos trabalhadores. Que nos inspiremos e possamos fazer com que o Estado brasileiro volte a priorizar as pessoas”, conclui a secretária-geral do Sindicato, Neiva Ribeiro.



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