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Bancários negociam teletrabalho com Banco do Brasil 

Linha fina
Controle da jornada, ajuda de custo e fornecimento de equipamentos são prioridades; premissas do acordo foram definidas a partir de pesquisa feita com 11 mil trabalhadores da categoria que passaram e trabalhar de casa por causa da pandemia 
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Montagem: Linton Publio

Representantes dos trabalhadores e do Banco do Brasil iniciaram as discussões que resultarão em um acordo sobre teletrabalho (home office). Neste primeiro encontro, realizado na terça-feira 27, a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil apresentou as premissas que devem ser priorizadas para a ratificação do acordo.  

As propostas foram definidas a partir de uma pesquisa feita com 11 mil trabalhadores da categoria que passaram para o teletrabalho, e compilada pelo Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicas (Dieese) Rede Bancários. 

Premissas do Comando Nacional e da CEBB 

– Controle da Jornada de Trabalho, sem que haja extrapolamento de horas trabalhadas condições de ergonomia adequadas (mobiliário) 

– Metas e encarreiramento similar a todos os demais trabalhadores, não havendo exigência maior 

– Equipamentos de trabalho (Fornecimento de Computador)  

– Segurança da Informação e de dados sigilosos 

– Considerar a sociabilização do funcionário junto a sua equipe de origem e junto à Empresa 

– Garantia de mecanismos de proteção a saúde física e emocional do bancário  

– Treinamento para as gestores e funcionários quanto as especificidades do teletrabalho 

– Não penalização por ocasião de externalidades quanto a queda de energia e internet 

– Direito a dignidade e a "deslogar" do teletrabalho em situações que hajam necessidade por parte do empregado 

– Sindicato deve ter acesso aos trabalhadores para reuniões, conversas, fiscalização 

– Ajuda de custo financeira para cobrir gastos, tais como energia elétrica, agua, internet etc.;

– Assegurar mecanismos de proteção à mulher, como por exemplo, contra violência doméstica e dupla jornada 

– Processo de trabalho e áreas que contemplem as formas de teletrabalho;  

– Funcionário elegíveis que estejam situação que possua condições para o teletrabalho; 

– Adesão voluntária para o trabalho (não obrigatório). 

“Os bancários do Banco do Brasil esperam contar com um bom acordo de teletrabalho que contemple essas premissas que foram idealizadas pela CEBB”, reforça Getulio Maciel, dirigente sindical e representante da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEEB) pela Fetec-CUT/SP. 

Além da CEBB – que representa os trabalhadores do banco público – o primeiro encontro sobre o acordo de teletrabalho também teve a participação da presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, e da presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira.  

Negociações 

As negociação continuam nos próximos dias.  “Precisamos lapidar ainda esse acordo. Apresentamos nossas premissas para o debate que foram definidas na nossa conferência nacional. Para nós é fundamental o controle da jornada, o fornecimento de equipamentos e a ajuda de custo, além de outras questões que vão ser discutidas com a direção do banco nas próximas reuniões”, disse coordenador da COE do Banco do Brasil, João Fukunaga. 

Desde março de 2020 e após atuação do movimento sindical, a maior parte da categoria bancária passou a trabalhar em casa por causa da pandemia do novo coronavírus. Cerca de dois terços dos trabalhadores – aproximadamente 300 mil pessoas – chegaram a ficar em regime de home office.  

A primeira negociação com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) na renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) foi sobre teletrabalho. A negociação avançou após a campanha nacional da categoria, banco a banco. O primeiro foi o Bradesco, que fechou um acordo sobre o tema. Agora as negociações acontecem com o Banco do Brasil e o Itaú.