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Chapéu
Resistência

Bancários participam de ato pelo Ministério do Trabalho

Linha fina
Sindicato esteve presente, junto com trabalhadores de outras categorias, na manifestação convocada pelas centrais sindicais
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Foto: Seeb-SP

Bancários se uniram a trabalhadores de várias outras categorias na manhã desta terça-feira 11 em um ato unificado convocado pela CUT e demais centrais sindicais, contra o fechamento do Ministério do Trabalho, anunciado pela equipe do presidente eleito. A manifestação ocorreu em várias cidades e, em São Paulo, foi realizada em frente à Superintendência do Trabalho (antiga DRT), no centro da capital paulista.

Além dos bancários, também estiveram presentes representantes dos metalúrgicos, dos químicos, funcionários dos correios e outros. Para Douglas Izzo, presidente da CUT-SP, é fundamental a articulação entre os diferentes setores da classe trabalhadora para barrar retiradas de direitos.

“Esta medida do governo, que acaba com o Ministério do Trabalho e passa suas atribuições para três outros ministérios, tem como objetivo, na verdade, enfraquecer o movimento sindical. E demonstra, por outro lado, o total desprezo que o governo eleito tem para tratar o diálogo com as centrais sindicais, os sindicatos e os trabalhadores. É uma demonstração de um ataque à classe trabalhadora, e vai ser fundamental a unidade entre as centrais para construir uma trincheira contra qualquer tipo de ação do governo dos patrões contra os direitos dos trabalhadores”, defendeu.

A dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região Vera Marchioni lembra que as mulheres serão as principais afetadas pela extinção do órgão. “Nós entendemos que é um retrocesso para todos os trabalhadores, mas também para as trabalhadoras, porque nós sempre tentamos firmar uma política de igualdade salarial, de respeito ao direito das mulheres e o fim do Ministério do Trabalho é um retrocesso nessa busca por igualdade”, defendeu.

Já o dirigente sindical Diego Pereira, funcionário do Banco do Brasil, lembrou que, assim como outras categorias profissionais, os bancários também serão diretamente atingidos pelo fim do Ministério do Trabalho.

“Para nós bancários é fundamental a atuação do Ministério nos locais de trabalho, contra as superlotações, por condições de trabalho salubres, pela qualidade de trabalho das empregadas bancárias grávidas. Portanto viemos aqui em repúdio à decisão do governo eleito de atacar brutalmente os trabalhadores”, afirmou durante o ato.

O Ministério do Trabalho existe há 88 anos e é responsável, entre outras atividades, pela regulação das leis de relação entre patrões e empregados, pela política salarial e de criação de emprego e renda para o trabalhador, pelo combate ao trabalho escravo e a fiscalização da segurança e saúde no trabalho.