Desrespeito

Caixa cancela reunião agendada há mais de um mês

Pauta da mesa de negociação que seria nesta quarta-feira 12, em Brasília, foi sugerida pelos empregados em consultas por todo o país, e contém temas fundamentais e urgentes para os trabalhadores

  • Redação Spbancarios, com informações da Contraf-CUT
  • Publicado em 11/12/2018 18:25 / Atualizado em 11/12/2018 18:32

Foto: Mauricio Morais

A mesa de negociação agendada com a Caixa há mais de um mês foi cancelada pelo banco. A reunião entre a direção do banco e a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), que seria na quarta-feira 12, em Brasília, mobilizou os trabalhadores em todo o país, que enviaram sugestões de temas a serem abordados pelos representantes dos bancários. 

“Desde a primeira quinzena de novembro, Sindicatos de todo o país realizaram consultas a suas bases para que os trabalhadores sugerissem os assuntos a serem abordados na reunião. São temas fundamentais e urgentes que refletem no dia a dia do empregado da Caixa, como o fechamento de agências em todo o país, esclarecimentos sobre o último PDE, a extinção da função de tesoureiro, Processo de Seleção Interna (PSI) entre vice-presidências, meta de vendas e descomissionamento dos caixas e o leilão da Lotex. Com o cancelamento da reunião o banco desrespeitou todos os trabalhadores e a via negocial. E deixa os trabalhadores sem respostas para questões fundamentais”, critica o presidente da CEE/Caixa e diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Dionísio Reis.

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"Todos os assuntos a serem tratados são importantes para os empregados”, reforça o dirigente. “Sem contar os prejuízos financeiros: cancelar a reunião na véspera de sua realização prejudica o planejamento e a mobilização dos trabalhadores”, acrescenta.

“Este ano, o acordo coletivo de dois anos garantiu nossos direitos, inclusive o Saúde Caixa, ameaçado pelas CGPAR 23 e 22. Além de novas conquistas como o impedimento de descomissionamento de gestantes. No entanto, a gestão da Caixa vem atacando no dia a dia de trabalho todos os empregados, com ameaças de descomissionamento e sobrercarga. Diante disso, o mínimo que se espera é a realização de reunião para tratar dessas questões”, diz. 

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Dionísio informou ainda que a CEE se reunirá para debater com as entidades e os empregados a solução para os temas que estavam pautados para a mesa de negociação e planejar a resistência para o ano 2019.



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