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Sindicato se reúne com Itaú e debate CCV, plano de saúde, GERA e fechamento de agências

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Sindicato se reúne com Itaú e debate CCV, plano de saúde, GERA e fechamento de agências

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região se reuniu com representantes do Itaú nesta quarta-feira, 11 de março, para discutir uma série de pautas de interesse dos trabalhadores. Entre os temas debatidos, estavam a renovação do acordo da Comissão de Conciliação Voluntária (CCV), questões relacionadas ao plano de saúde, o fechamento de agências e o programa de gestão e avaliação de desempenho GERA.

Valeska Pincovai, diretora do Sindicato e coordenadora da COE Itaú (Comissão de Organização dos Empregados), participou da reunião e manifestou a insatisfação dos bancários: "O Itaú precisa valorizar os trabalhadores. Na mesa negocial, apresentamos vários pontos do GERA, como a revisão dos valores de pagamento da remuneração variável. O que vemos são as agências sendo fechadas, os funcionários sobrecarregados e cada vez mais adoecimentos. Essa situação é inaceitável!"

Renovação do acordo da CCV

Durante a reunião, os representantes dos trabalhadores destacaram que o acordo da CCV vence em abril e solicitaram ao banco a retomada das homologações nos sindicatos. Também foi reivindicada a inclusão, nos pedidos apresentados à comissão, da manutenção do plano de saúde para trabalhadores desligados que tenham doença grave e estejam em tratamento, além da preservação das condições da taxa de crédito imobiliário como se o trabalhador ainda estivesse na ativa.

Plano de saúde

Outro ponto debatido foi o reajuste do plano de saúde. O banco informou que os aumentos serão de 9,8% para a Fundação Itaú e 10,37% para a Unimed, justificando os índices pela sinistralidade.

Os representantes sindicais questionaram os valores considerados abusivos do plano destinado aos aposentados e também a cobrança sem limite de coparticipação para os trabalhadores da ativa. Além disso, foi cobrada a atualização dos valores de reembolso, que estão defasados há anos. O Sindicato solicitou que o banco apresente os números detalhados de gastos para esclarecer os motivos do reajuste e pediu a abertura de uma mesa específica de negociação para tratar do tema.

Fechamento de agências

Manifestação contra o fechamento da agência Zumkeller, na Zona Norte de SP, realizada pelo Sindicato em 2025

O banco apresentou um panorama de fechamento de unidades: Em todo o Brasil, 250 agências foram encerradas em 2025 e outras 188 devem ser fechadas até maio de 2026. Na base de representação da Fetec-CUT SP, foram 59 fechamentos em 2025 e estão previstos outros 50 para 2026.

O Sindicato criticou a ausência de critérios claros para os fechamentos e alertou para o impacto social da medida, já que algumas cidades ficam sem atendimento bancário presencial. A situação afeta principalmente aposentados e pessoas que não têm acesso ou familiaridade com canais digitais.

Também foram levantadas preocupações sobre as metas impostas aos funcionários que são transferidos para as agências receptoras, consideradas desproporcionais diante da nova realidade dessas unidades, além de problemas no processo de avaliação e falta de estrutura para atender clientes.

Em resposta, o banco afirmou que passa por uma reestruturação e por mudanças no modelo de atendimento. Segundo o Itaú, estudos estão em andamento para definir novos formatos de serviço, inclusive um segmento específico para aposentados. Após as críticas apresentadas na reunião, o banco informou que avaliará com mais atenção a situação desse público.

Ainda de acordo com o Itaú, 75% dos trabalhadores afetados pelos fechamentos em 2025 foram realocados. O Sindicato, porém, alertou que em muitos casos os funcionários são inicialmente realocados, mas acabam demitidos posteriormente devido à duplicidade de cargos e à falta de vagas suficientes nas agências que recebem a demanda.

GERA

O Sindicato também apresentou questionamentos sobre o GERA, programa de gestão e avaliação de desempenho dos funcionários. O banco informou que analisará os pontos levantados e dará retorno em uma próxima reunião, que ainda será agendada.

Entre os principais pontos debatidos estão problemas no processo de reclamações do SQV, em que a palavra do cliente continua sendo tratada como soberana e, em alguns casos, funcionários acabam penalizados mesmo quando a reclamação é considerada improcedente. Também foram relatadas distorções na definição de metas, como a aplicação de objetivos equivalentes para agências pequenas e grandes, juntamente com a falta de readequação das metas em situações de férias, licenças ou desligamentos.

Os representantes dos trabalhadores também apontaram outros problemas estruturais do programa, como a remuneração variável congelada há mais de dez anos, mesmo com o aumento das metas e da complexidade das atividades. Foram citadas ainda falhas na pontuação do GERA, conflitos entre vendas realizadas nas agências e no digital, ausência de reconhecimento de atividades importantes para o relacionamento com o cliente e ponderadores considerados defasados.

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