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Fundos de Pensão

Fim do convênio Prisma prejudica bancários

A decisão unilateral do INSS significa um delay de até 15 dias no pagamento atual; A Previ está em contato com o INSS para obter esclarecimentos e orientações para informar os participantes

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 11/12/2019 13:21 / Atualizado em 11/12/2019 13:21

Foto: Agência Brasil

O INSS decidiu unilateralmente cancelar o convênio Prisma e deixará de realizar o adiantamento do pagamento de benefícios e o trânsito dos valores na folha de pagamento da Previ e Funcef a partir de março, passando a ser creditados em conta corrente diretamente. A informação chegou aos aposentados através de comunicado oficial e o INSS divulgará o novo calendário de pagamento.

Até fevereiro, o pagamento na Previ continuará a ser realizado no dia 20 de cada mês, já o pagamento de março deverá ocorrer até o quinto dia útil de abril.

“O pagamento significa para o associado um delay de até 15 dias no pagamento atual, o que vai afetar o fluxo de caixa do aposentado, afetando pagamentos que já estavam programados”, diz Ernesto Izumi, secretário de organização do Sindicato.

Na avaliação da direção da Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão, o INSS também perde com a medida, pois haveria economia de processos que eram assumidos pelas entidades fechadas de previdência complementar, como Previ e Funcef.

A medida ocorre praticamente um mês após o leilão da folha de pagamento de benefícios, que vai aumentar em R$ 24 bilhões os cofres do governo nos próximos cinco anos. Os banqueiros, por sua vez, ganham em serviços e produtos que venderão aos aposentados, como o consignado que é altamente rentável e tem inadimplência próxima de zero, segundo a Anapar.

“Apesar da baixa inadimplência, os juros não são baixos, os banqueiros sempre ganham mais, em compensação, só pensam em explorar mais o trabalhador”, diz Ernesto.

O convênio também trás outros prejuízos ao trabalhador em vias de se aposentar ou nos casos de concessão de pensão por morte.

 

 

“Havia uma desburocratização com o Prisma, mais rapidez na concessão do benefício do INSS e o aposentado ao solicitar empréstimos tinha vantagem, pois para o cálculo de sua margem consignável o valor de seu benefício do INSS somava-se ao benefício de previdência complementar”, explica o diretor do Sindicato.

A Previ informou que está em contato com o INSS para obter esclarecimentos e orientações para informar os participantes.



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