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Protesto do Sindicato em agência lotada da Caixa cobra mais empregados já!

Linha fina
Atividade integrou ato nacional contra a reestruturação do banco, que está sendo promovida sem planejamento nem negociação com os representantes dos trabalhadores; empresa opera com um déficit de mais de 19 mil trabalhadores, o que sobrecarrega os empregados e prejudica o atendimento
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Foto: Seeb-sp

Entidades, movimentos sindicais e associativos de todo o país se uniram e organizaram, nesta sexta-feira 11, um ato contra a reestruturação da Caixa, que está sendo promovida sem planejamento nem negociação com os empregados.  

Sindicalize-se para fortalecer a entidade que defende seus direitos

A manifestação cobrou mais respeito da direção do banco aos trabalhadores e mais contratações – as mudanças desorganizadas têm deixado os bancários em pânico e pressionados para aderirem ao Programa de Desligamento Voluntário (PDV)

Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a atividade foi realizada em frente à agência do Jardim Colonial, na zona leste da capital paulista. Dirigentes fizeram diálogo com a população em defesa da Caixa, entregaram panfletos explicando a situação da empresa pública, e pediram para que as pessoas assinem abaixo-assinado virtual em defesa do banco. 

A unidade bancária se encontrava lotada por conta do pagamento da renda básica emergencial da Prefeitura do município, que tem depositado na Caixa os valores dos benefícios apenas no período da tarde, impossibilitando a população de sacar os recurso na parte da manhã, e aumentando o tempo de espera das pessoas nas filas.

“Por conta de um descaso da Prefeitura com a população, as pessoas ficam à toa na fila, muitas acham que a Caixa não quer pagar e as aglomerações aumentam em um momento em que as contaminações e mortes em decorrência da covid-19 estão aumentando drasticamente”, ressalta a dirigente sindical e empregada da Caixa Vivian Sá. 

Neste cenário, os dirigentes denunciaram à população que buscava o pagamento na agência do Jardim Colonial a falta de estrutura da Caixa, resultado dos seguidos planos de demissão voluntária sem reposição de novos empregados, que fez com que a Caixa passasse de 101 mil bancários em 2014 para menos de 84 mil atualmente, e que faz com que muitas agências atendam com apenas três ou quatro pessoas. 

“A população entende muito bem a necessidade de mais empregados, quando a gente diz que há apenas três funcionários para atender a todos. As pessoas se indignam com a situação, mas compreendem que os empregados estão fazendo o máximo para atendê-los”, pontua Vivian. 

No mesmo dia da atividade, mais dois empregados acabaram sendo direcionados para a agência que foi palco do protesto, a fim de minimizar o problema. 

“Precisa ser assim enquanto a situação perdurar. No entanto, sabemos que também estão faltando bancários nos locais de origem destes trabalhadores. Ou seja, só com contratações o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, irá resolver este problema e os que a gestão dele mesmo cria, como essa reestruturação absurda e desrespeitosa”, afirma Vivian. 

Protesto nas redes sociais

O protesto desta sexta-feira 11 também atingiu a internet, com um tuitaço, às 11h, contra a reestruturação e por mais respeito aos empregados, com as hashtags #MexeuComACaixaMexeuComOBrasil #MaisContrataçõesMenosFilas #CaixaRespeiteOEmpregado.

Empregados e população podem continuar se manifestando de forma virtual, por meio do aplicativo Manif.app: pelo link, o manifestante se conecta com o local do protesto e faz a manifestação, que poderá ficar até 24 horas no local indicado, usando as hashtags: #MexeuComACaixaMexeuComOBrasil #MaisContrataçõesMenosFilas #CaixaRespeiteOEmpregado.  

“Pedro Guimarães e o presidente Bolsonaro devem demonstrar respeito aos empregados da Caixa e ao povo brasileiro, que é cliente e dono da Caixa, contratando já mais empregados para atender melhor a população e diminuir a sobrecarga de trabalho. A falta de empregados atinge em cheio a Caixa, que hoje opera com um déficit de mais de 19 mil trabalhadores. Contudo, as contratações não estão no horizonte da gestão atual, e sem a ampliação de vagas, os empregados se sobrecarregam, com acumulo de trabalho, o que irá comprometer a saúde dos bancários e o atendimento à população”, afirma Vivian.