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Cassi contratou sócio de diretor eleito como analista de Saúde

Mesmo sem experiência em organização de serviços de saúde e residindo em estado diferente do qual são realizadas as suas atividades, Milton Murakami, sócio do diretor eleito Luiz Satoru, foi contratado de forma eticamente questionável pela entidade

  • Redação Spbancarios
  • Publicado em 02/01/2019 15:25 / Atualizado em 02/01/2019 15:32

Charge: Márcio Baraldi

A Cassi contratou como Analista de Saúde Senior Milton Murakami, por indicação proposta pelo seu sócio, o diretor eleito da caixa de assistência Luiz Satoru. Em um processo no mínimo eticamente questionável, Murakami foi contratado para o cargo mesmo sem experiência em organização de serviços de saúde e, para piorar, residindo em estado diferente do qual realiza suas atividades como analista da Cassi, o que gera para a caixa de assistência recorrentes despesas com suas viagens.

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“Mesmo sem experiência na organização de serviços médicos, Murakami foi contratado para atuar em um projeto na Cassi Paraná, reorganizando o atendimento médico na Cinicassi e rede credenciada. A única razão possível que enxergo para que uma pessoa sem experiência em gestão de serviços de saúde, residindo em estado diferente daquele onde realizará suas atividades, é que a vaga em questão estava previamente destinada para ele, fato que torna-se ainda mais grave pelo fato do contratado ser sócio do diretor que propôs a sua contratação”, relata o diretor do Sindicato e bancário do BB, João Fukunaga.

De acordo com a proposta inicialmente apresentada por Satoru, a contratação de Murakami se daria numa vaga existente na Cassi Brasília, vaga essa que seria transferida para a Cassi São Paulo, onde se daria de fato a contratação.

Entretanto, durante apresentação da proposta de contratação à diretoria da Cassi, Satoru não conseguiu responder os questionamentos sobre o local de residência e a experiência de Murakami para ocupar o cargo. Então, retirou a proposta de pauta e, uma semana depois, apresentou novo documento com a proposta de contratação do seu sócio, dessa vez sem citar a realização de viagens a serviço, reduzindo seu valor no orçamento solicitado e afirmando que a contratação seria destinada para a classificação das Cassi estaduais, não para o projeto do Paraná.  

“Após a apresentação desse segundo documento, Satoru contratou Murakami, o instalou na Cassi São Paulo e o faz viajar frequentemente para Curitiba e Brasília, utilizando para isso as verbas de viagens da sua diretoria. Portanto, não se trata apenas de contratar o sócio para um trabalho ao qual ele não está apto. Nem mesmo apenas contratá-lo numa cidade diferente daquela onde o projeto está funcionando. Trata-se de alterar o documento que aprovou a contratação para adaptá-la ao sócio e camuflar as despesas com viagens”, avalia Fukunaga.

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João lembra ainda que a Cassi enfrenta uma situação deficitária, decorrente de um problema de gestão causado pela inépcia do patrocinador, Banco do Brasil, e que, portanto, nesse contexto contratações fraudulentas como a de Milton Murakami tornam-se ainda mais danosa para a entidade, levando a apadrinhamentos na Cassi e aumento de despesas pagas por seus associados.

“O mesmo Satoru que contratou seu sócio como analista, ignorando a falta de experiência e o aumento de custos desnecessário com viagens, chegou a ameaçar cortar credenciamentos depois que a proposta do BB para a Cassi, apoiada por ele, foi derrotada. O processo seletivo transparente e responsável para os quadros da Cassi sempre foi defendido pelo movimento sindical. Não por acaso foi implantado na gestão do ex-diretor da Cassi William Mendes, que foi apoiado pelo Sindicato e diversas outras entidades representativas dos bancários do BB”, destaca Fukunaga. 

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“É muita cara de pau um diretor eleito contratar seu sócio, que mora em São Paulo, para atuar no Paraná, gerando custos para a Cassi, enquanto justifica votos que oneram os associados com o discurso de conter custos e promover a sustentabilidade da caixa de assistência. É urgente que Satoru apresente as necessárias explicações sobre a contratação de Murakami. O Sindicato, como entidade representativa dos funcionários do BB, da ativa e aposentados, vai cobrar que seja realizada uma investigação séria para avaliar a legalidade dessa contratação”, conclui o diretor do Sindicato.



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